Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Comearam os problemas

06 de Dezembro, 2014
O Kabuscorp foi buscar Ladji Keita ao Petro de Luanda. Até aqui, não há nenhum problema. Quem tem os cofres abastados faz tudo e mais alguma coisa. Contudo, o jogador pura e simplesmente abandonou o clube com quem tem um vínculo contratual até 2016.

Por outras palavras, Keita ainda é jogador do Petro. E o Kabuscorp, antes de contratar o jogador devia contactar a direcção do clube do eixo viário. E a não seguir este caminho, infringe os regulamentos. Não tem a equipa do Palanca pessoas que estejam ao corrente dos regulamentos, quer da FAF como da FIFA?

Porque se o tivessem, não tinham assinado nenhum contrato com o jogador, por muito que este insistisse em dizer que pondera accionar o Petro na justiça, por alegada falta de pagamento de prémios de jogo, relativamente a actual temporada e a verba respeitante à conquista da Taça de Angola da época 2013, estimada em 15 mil dólares.

A direcção do Petro, como aliás lhe competia, tornou público que vai levar à barra do tribunal o avançado senegalês Ladji Keita, por este ter abandonado a equipa antes do final da época de 2014, em flagrante violação ao contrato assinado entre as partes.

De acordo com a fonte da direcção dos petrolíferos, o jogador vai responder por abandonar a equipa, sem qualquer explicação, quando faltam mais duas épocas de vínculo com o clube, 2015 e 2016.

A ganância pelo dinheiro falou mais alto. O atleta é livre de escolher um outro clube para o representar. Está no seu direito. Contudo, sabe que o seu vínculo contratual ainda vigora, Ladji Keita devia sentar-se à mesa com a direcção do Petro, de modo a chegar-se a um consenso. A não tomar esta atitude, o jogador infringiu os regulamentos internacionais.

De acordo com uma fonte do conjunto do eixo viário, não havia dívidas de salários com o jogador. Havia uma dívida relacionada com os prémios da Taça de Angola conquistada no ano passado e também parte dos valores do contrato. Porém, isso não lhe dava o direito de abandonar o clube.

O jogador foi mal aconselhado. Nem sempre os empresários levam os seus clientes a pautar pelo caminho certo. A ganância falou mais alto. Isso, acontece em todo o mundo. Não apenas em Angola.

O grito de socorro vem de Cabinda, mais precisamente do Sporting. O clube pode falhar a próxima edição do Girabola, por falta de dinheiro. O elenco directivo dos leões do Norte, está a manter contactos com várias personalidades ligadas ao desporto na região, para tomar uma decisão definitiva quanto à participação ou não da formação verde e branca no Girabola de 2015. A mesma ladainha de sempre!

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