Jornal dos Desportos

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Opinio

Comeo trpego

18 de Janeiro, 2016
Os Palancas Negras estrearam com derrota no Campeonato Africano das Nações CHAN'2016 que decorre desde sábado último no Ruanda. O resultado não deve criar desânimo ao grupo, devendo ser encarado como algo de normalidade no mundo competitivo. O que interessa agora é levantar a cara e procurar encarar com maior seriedade os jogos que vêm a seguir.

Mas do que isso, será preciso reconhecer o peso do adversário que teve pela frente. Afinal trata-se nada mais nada menos do que a selecção camaronesa, uma das mais consagradas do futebol africano, integrada por jogadores que muito trabalham os aspectos que visam elevar as suas performances. Mais do que isso, é um candidato ao título.

Sabemos que o combinado nacional não chegou ao palco da prova nas melhores condições psicológicas, aquelas que seriam ideais para quem entra numa competição de tamanha responsabilidade. As mudanças havidas à última hora na equipa técnica tiveram, de alguma forma ou doutra, uma influência negativa na reacção da equipa em campo.

Aliás, pensamos que a selecção angolana para além dos aspectos técnicos devia também se preocupar em trabalhar a componente psicológica em face do momento que está a viver. Não temos certeza se este aspecto está a ser cuidado ou não. Esperamos bem que esteja, porque na verdade são muitas situações menos positivas que marcam a participação do nosso país nesta competição sob a égide da CAF.

Por exemplo, o facto de o seleccionador José Kilamba não poder sentar-se no banco também é preocupante. Pois, embora esteja ai outro integrante da equipa técnica junto do perímetro prescrito, não é a mesma coisa. Mas será preciso saber passar por cima de todos estes constrangimento e encarar com coragem e determinação o torneio.

Para frente vem ainda o Congo Democrático e a Etiópia, e haverá que se fazer um esforço suplementar de modo a aproveitar da melhor forma estes jogos, sendo que uma segunda derrota será quase o ditar da sentença e voltar mais cedo para casa. A situação já descrita não permite à nossa selecção sonhar muito alto. Mas, fracassar na primeira fase também não será honroso.

É preciso acreditar que podemos, sendo por isso uma questão de vincar uma maior determinação, crença e acima de tudo responsabilidade nas tarefas. Uma classificação que se venha, por exemplo, situar entre os quartos-de-final já seria muito positiva para uma selecção que vai a uma competição na condição em que o faz o combinado angolano.

Portanto, é preciso fazer um pouco mais de esforço, até porque a África está alheia aos problemas que a selecção enfrenta. Mas sabe que ela já foi finalista desta competição. Logo, espera-se dela um pouco mais de garra e atitude, como forma de justificar o potencial que lhe conduziu à final da edição de 2011 no Sudão. Vamos a isso...

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