Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Comeou o campeonato

15 de Fevereiro, 2015
Futebolisticamente, voltou-se à festa. O defeso ficou vencido e os homens reencontraram-se em bancadas de estádios de futebol, para dar as boas vindas à 3.7ª edição da maior prova do futebol nacional.

A bola rolou pelo país inteiro. Ou antes, no perímetro contemplado na geografia do campeonato. Competitivamente saltou à vista a percepção de a prova vir a conhecer uma renhida disputa, em que até equipas à partida não tidas em conta podem ter alguma palavra a dizer.

Ainda bem que os indícios apontam para aí. Pois a consumar-se só o próprio campeonato sai a ganhar, não fosse verdade que a ausência de equilíbrio de forças entre as equipas quebra a qualidade, tornando o torneio insípido, quando o que desejamos nós, enquanto consumidores do jogo de futebol, são jogos de qualidade aceitável, disputados na quadra com garra e determinação.

Embora tratando-se de uma jornada mutilada, com um sem-número de jogos adiados para outras datas, pudemos, pelo menos, tirar boas ilações dos jogos a que assistimos até ontem (para hoje está programado apenas um). As equipas, que já entraram em campo, demonstraram muita combatividade e os resultados em muitos jogos estiveram muito longe das previsões, sobretudo dos que pensam que no futebol os resultados são maioritariamente determinados pela chamada lei do mais forte.

Vimos equipas tidas como fortes a serem dificultadas por aquelas que nunca chamaram nas conversas a questão do título em nenhuma edição, limitando a gestão da sua participação na competição a resultados que os isentem de aflições. Ou seja, jogando apenas para classificações cómodas.

O próprio vice-campeão começou a prova com um empate em casa diante do Recreativo da Caála. Embora se diga que o primeiro milho é para os pardais, além de que também o desfecho da primeira jornada acaba por não espelhar nada, porém, é de louvar a postura das outras equipas.

Claro está que a não-entrada em campo de equipas consagradas como o Recreativo do Libolo, Petro de Luanda e 1.º de Agosto, por razões de calendário, não nos permite ainda fazer um juízo de valor mais exacto das coisas. Seja como for, aquilo que nos foi dado ver no Kabuscorp-Caála, Bravos do Maquis-Académica e Sagrada Esperança-Interclube é suficiente para cada um de nós fazer uma leitura daquilo que pode vir a ser o campeonato que agora começa.

Aliás, os investimentos feitos em estágios pré-época, como que fazendo vista grossa à crise económica, visaram certamente dotar as equipas de nível competitivo compatível aos anseios das respectivas direcções. Veja-se que das 16 equipas que participam no Girabola contam-se pelos dedos da mão as que optaram pelo estágio dentro do país.

Se é verdade que o investimento que as equipas fazem na pré-época deve encontrar retorno numa prestação bem conseguida, com resultados fabulosos, então não pode haver a menor dúvida de que teremos um campeonato para todos os gostos. Afinal a esmagadora maioria de equipas, umas mais que os outras, tiveram gastos na preparação do campeonato.

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