Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Comeou o castigo

09 de Abril, 2015
O Girabola caminha e está quase a meio da primeira volta. Só faltam oito jornadas para o desfecho do primeiro turno e diga-se de passagem, a prova está cada vez mais animada, do topo ao meio da tabela, onde se evidencia a corrida pelo título e a luta para a não despromoção.

E é nesta animação, que estão as inevitáveis saídas e entradas de treinadores. Como estes vivem de resultados, alguns começaram já a sentir o efeito das chamadas “chicotadas psicológicas”. Apesar do então técnico da Caála, Bernardino Pedroto, ter sido a primeira vítima, outros treinadores estão igualmente seguiram-lhe as peugadas e outros ainda estão na iminência de serem afastados do comando técnico das suas equipas.

Em face do desempenho um tanto ou quanto irregular de muitas equipas, o receio de voltarmos a viver uma temporada com afastamentos de treinadores em série, a pairar no ar. Pedroto foi o primeiro sacrificado de modo pouco explícito, com a direcção do clube a alegar compromissos familiares.
Mas o que aconteceu depois do Domant FC não deixa de ser visto, implicitamente, como outra “chicotada psicológica”.

A saída intempestiva do técnico Paulo Saraiva, a seu pedido, foi somente consequência de uma despedida anunciada. Embora o ex-técnico se tenha antecipado, com a alegação de discordância com a contratação de um adjunto estrangeiro.

No Palanca, os resultados intermitentes no campeonato nacional e o prematuro afastamento da fase preliminar da Liga dos Clubes Campeões, foram como que o transbordar do copo de água, que resultou no afastamento de Ljubomir Ristovski, situação que pode ter deixado no ar a sensação de que o técnico não estava suficientemente pronto para segurar uma equipa do quilate do Kabuscorp, que investe forte na melhoria do seu plantel.

Afastados também por iguais razões foram os técnicos António Caldas do Sagrada Esperança, Arsénio Túbia do Recreativo da Caála e Mário Calado do Progresso. Na mesma senda parece estar agora o treinador do 1º de Agosto, Dragan Jovic ao que se vai anunciando na media, pode ter os dias contados à frente da equipa militar.
As causas são as mesmas: os resultados nada satisfatórios para as ambições do clube, depois dos enormes investimentos feitos nos dois últimos anos. Depois de um longo período de jejum, a direcção do 1º de Agosto parece não estar mais afim de continuar a ver o título sorrir para os outros. Acha ter chegado a hora de sacudir a crise.

Para essas decisões contribuíram, em grande medida, a pressão que a massa associativa das equipas exerce sobre as direcções, e estas quer queiram quer não acabam por ceder, demitem os técnicos e livram-se das críticas dos adeptos e sócios.

Portanto, longa já vai a lista. Daqui que se pode concluir, qe até ao fim da primeira volta, muita água ainda há-de correr de baixo da ponte. Pena é, que em alguns casos essas demissões de técnicos não tragam nada de novo. Pois temos exemplos de edições anteriores em que equipas que mudaram de treinadores, ao invés de melhoria competitiva, acabaram por comprometer as respectivas campanhas.

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