Jornal dos Desportos

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Opinio

Competitividade no andebol

25 de Setembro, 2016
Para quem viu o 1º de Agosto a exibir-se ao seu mais alto nível, com vitória nos campeonatos nacionais, as derrotas dos militares tem uma certa dose de surpresa, pois carregavam o favoritismo nos jogos em causa.

Em femininos, o seu estatuto de campeão nacional e continental dava ao conjunto militar toda a legitimidade para chegar ao jogo e sonhar com a conquista de mais um troféu, até porque o seu adversário não tinha ganho até a altura.

Só que os jogos ganham-se no fim e o Petro de Luanda mostrou que longe de um mero animador estava em campo para discutir o jogo pelo jogo e eis que quebraram o favoritismo e conquistaram o seu primeiro troféu.

Quem ganha com isso é o andebol nacional. O país estará engajado na realização do Campeonato Africano, e é evidente que com as jogadores destas duas equipas no seu melhor apuro de forma quem sairá a ganhar é a Selecção Nacional que vai precisar das suas melhores unidades para que a taça fique em nossa casa.

O 1º de Agosto é o clube que tem dado mais atletas ao "sete" nacional, e não é pelo facto de ter perdido a Taça de Angola que vai deixar de sê-lo. O Petro de Luanda mostrou, mais uma vez, que tem jogadoras com uma margem de progressão muito grande que podem mesmo baralhar as contas do seleccionador nacional, por altura da convocação da equipa nacional para o CAN.

Petrolíferas e militares deram mostras de serem uma boa aposta por altura da chamada do grupo que vai defender as cores do país no Campeonato Africano, pois é bom que haja sempre mais opções para os diversos sectores do seleccionado, dado que a concorrência para os diversos lugares será sempre salutar.

Em masculinos, o Interclube chegou à vitória diante de um adversário que é apenas o campeão nacional e a alegria vivida no fim do jogo foi perfeitamente justificável, se atendermos que o 1º de Agosto vinha de três conquistas consecutivas, Supertaça, Campeonato Provincial e Campeonato Nacional.

De resto, foi uma jornada de andebol que no fecho da época colocou frente a frente as melhores equipas do país da actualidade, e que deixa boas indicações para o que poderá ser a convocatória da selecção para o "Africano".

O "sete" nacional vai precisar das melhores jogadoras para assaltar o título na prova em que vai jogar como anfitriã, o que desde já vai dar às atletas outras motivações.

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