Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Compreender o pas

31 de Maio, 2014
A nosso ver, isso incentiva a juventude da cidade sede a praticar a modalidade em causa, o que, em última instância, concorre para a aplicação de políticas de massificação.

É evidente que encontramos no nosso espaço geográfico províncias sem as condições exigidas para receber uma competição de vulto, ou pela exiguidade da sua rede hoteleira ou até mesmo por ausência de infra-estruturas desportivas. Mas, nas poucas que reúnem condições não há por que não levarmos para lá campeonatos nacionais nas diferentes modalidades e nos diferentes escalões.

O hóquei em patins, o andebol, o basquetebol, a natação e o futebol têm primado por esta estratégia. Estamos, pois, lembrados da final da Taça de Angola de hóquei em patins na cidade de Malange, da Taça de Angola em natação no Lobito e, mais recentemente, do Campeonato Nacional de basquetebol em cadeiras de rodas em Malange.

È verdade que, a par das federações que representam estas modalidades, existem outras que, quando podem, também saem de Luanda para realizar as suas provas de âmbito nacional numa outra província. Mas as de basquetebol, andebol e hóquei em patins, queiramos ou não, fazem-no mais frequentemente. É preciso que se leve a festa do desporto a todo o país, desde que lá existam condições.

Sabemos todos que nas nossas províncias a actividade desportiva local não é nula. Existem campeonatos locais, ou se preferirem, campeonatos provinciais. Mas assistir a campeonatos nacionais dá certamente um outro gozo. Os recintos desportivos registam outro colorido, outra adesão. Para a massa juvenil isso é extremamente importante. Constitui um convite à prática desportiva.

Afinal, aquele atleta da equipa local, que nunca deu nas vistas em ocasiões anteriores, sente outra vaidade ao desfilar diante do seu público durante a realização da prova, ganha outro estatuto e essa particularidade mobiliza os mais novos a seguir o mesmo caminho

Esperamos que mais campeonatos nacionais venham a disputar-se fora de Luanda, até porque da forma em que se encontra a cidade hoje, com um trânsito que não se recomenda a ninguém, o risco de incumprimento de horários está sempre presente, e daí, também, a necessidade de se desanuviar a capital.

E mais: o país deixou de viver na escassez de recintos desportivos, não se justificando que todos os campeonatos se afunilem. Aliás, as infra-estruturas criadas com a organização de campeonatos africanos de basquetebol, andebol, futebol e mundial de hóquei em patins devem ser exploradas. Em vez de se sobrecarregar umas e deixar outras sem serventia

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