Jornal dos Desportos

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Opinio

Confiana petrolfera

24 de Janeiro, 2019
O regresso do Petro de Luanda à fase de grupos da Taça da Confederação, treze anos após a sua última participação, dá corpo ao projecto da actual direcção de Tomas Faria no clube petrolífero de conquistar a África, quando ao longo de quase todo esse período ao nível interno, o clube ficou rotulado como um \"eterno\" vice-campeão, dado que internamente a equipa não consegue subir ao lugar mais alto do pódio, quedando-se sempre no segundo posto da maior competição futebolística do país, o Girabola.
Ter como parceiros de grupos equipas como o Zamalek do Egipto e mesmo até do Gor Mahia do Quénia, dois conjuntos habituados a desfilar ao mais alto nível na principal competição da CAF de clubes, a Liga dos Campeões, por si só não se afigura fácil para o conjunto angolano.
Aliás, nesta altura, na fase de grupos da Taça CAF são incorporadas as formações com pior prestação na fase de apuramento à Liga dos Campeões, e é evidente que isso torna os grupos da segunda competição mais fortes.
Só para se ter uma ideia, há grupos em que estão perfiladas equipas do mesmo país, como acontece com o grupo A, em que foram escalados três conjuntos marroquinos, um dos quais o actual campeão em título, a formação do Raja Casablanca.
Na fase de acesso aos grupos, o representante angolano soube, com mérito, afastar os seus adversários do caminho, e chegou mesmo a conseguir números altos nas vitórias conquistadas, tal como a verificada no triunfo de 4-0 contra o Orapa United do Botswana, em Novembro passado.
Eliminar depois o as AS Nyuki da RDC e o Stade Malien do Mali, este na última eliminatória, e sendo ambas formações de países com forte tradições nas competições da CAF, constitui sempre motivo de regozijo, e é natural que nas hostes petrolíferas haja motivos para sorrisos.
Õ Petro de Luanda quer regressar em grande às competições da CAF, concretamente à fase de grupos da prova que dá acesso à conquista ao troféu Nelson Mandela. Aspirações legítimas, para quem esteve muito afastado das luzes da ribalta. Ainda assim, é preciso interiorizar que cada jogo será uma final.
Tudo começa em Fevereiro, na estreia em casa do Nars Hussein da Argélia, e termina no estádio do Gor Mahia, a 17 de Março, quando encerrar a fase de grupos, com jogos pelo meio em casa do Zamalek e no Estádio 11 de Novembro, para configurar as seis jornadas previstas do grupo em que os petrolíferos estão inseridos, o grupo D.
Mesmo sendo jovem, a nova geração do clube sabe que a receita para estes torneios, assenta em não perder pontos nos jogos caseiros e tentar pontuar sempre fora de casa. Os jovens jogadores (alguns), sabem isso da sua presença na Selecção Nacional que, por sinal, também está engajada num torneio de qualificação a uma competição continental, o CAN que o Egipto vai organizar. Sabem isso, também, da experiência acumulada no dia a dia com jogadores mais velhos, e certamente que estão precavidos contra a perda de pontos, mesmo tendo consciência que, afinal, todos os jogos serão complicados.

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