Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Confiantes no futebol

02 de Janeiro, 2017
Os amantes do futebol entram para o ano de 2017 confiantes que nível do desporto-rei internamente irá subir e, com isso, a prestação das nossas equipas nacionais e clubes nas competições internacionais em que estarão engajados.

O novo elenco federativo dirigido por Artur Almeida e Silva que já tomou posse e agora tem aberta a possibilidade de arregaçar as mangas para árduo trabalho que tem pela frente no comando da Federação Angolana de Futebol, promete uma luvada de ar fresco para o futebol nacional, debaixo de duras críticas dos adeptos, principalmente os Palancas Negras pelo seu desempenho.

O problema do futebol nacional é também de organização, carente de pessoas com ideias novas e é isso que o novo elenco tem de fazer, sem demérito para as figuras que até bem pouco tempo estiveram à frente organismo. Nem tudo que o elenco de Pedro Neto e Justino Fernandes fizeram foi mau e é preciso reconhecer isso. Foi, por exemplo, no consulado de Justino Fernandes que Angola conseguiu organizar o seu primeiro CAN.

E mesmo sem ganhar a competição e tão-pouco chegar à final, tal como era pretensão dos angolanos, o país teve outros ganhos, como a melhoria significativa das infra-estruturas, particularmente com a construção de novos estádios em quatro províncias. É certo que os problemas do futebol não serão resolvidos num dia, até porque não existe uma varinha mágica para isso. Mas muitos deles estão identificados, alguns mesmo nos Encontros Nacionais que debateram a saúde do desporto-rei no país.

Conseguir levar avante esses projectos e ter perseverança para aplicar as ideias novas alicerçadas no seu programa de acção que seduziu os eleitores e o levou ao cadeirão máximo da FAF é um dos desafios que Artur de Almeida e Silva e o seu elenco têm pela frente. Os resultados dos Palancas Negras, particularmente, sempre mexeram com o Nação, dado que Angola é um país de futebol. Tal como em outras partes do Mundo, o futebol é a modalidade mais mediática, e os seus ganhos são ganhos de todo o país.

Daí que os amantes esperam acções do novo elenco federativo, para que 2017 seja de facto o ano do relançamento do futebol no país, para gáudio daqueles que vibram e choram com as nossas conquistas. Não que novo presidente se afigure como o salvador do Pátria. Longe disso.

Mas as suas ideias, juntamente com às dos candidatos derrotados no pleito eleitoral e que não podem ser excluídos do processo deste relançamento só por esse facto, são, seguramente, bases seguras para que a partir do ano que ontem começou se criem os alicerces para o futebol angolano voltar a estar na boca do mundo, pela positiva, como aconteceu em 2006, aquando da participação dos nossos Palancas Negras no nosso primeiro Mundial.

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