Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Confirmar o apuramento

01 de Outubro, 2016
Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, e os jogadores angolanos que hoje disputam a qualificação para o CAN de sub-17, no jogo com as Ilhas Comores, cuja fase final decorre em Madagáscar no próximo ano, devem estar imbuídos dessa orientação.

Angola joga em terreno alheio, onde coisas estranhas sempre podem acontecer, e a prudência aconselha a que haja humildade em Moroni, sem sobrancerias, já que as melhores conquistas são as que longe de humilhar o adversário, reconhecer o seu devido valor.

A Selecção Nacional está a poucos momentos da confirmação, ao regresso à grande montra continental, mas tem de confirmar isso, nos minutos que restam da eliminatória.

A vantagem de cinco golos dá ao conjunto nacional, a possibilidade de gerir a partida como lhe convém, sem recursos a exercícios em termos de planeamento ofensivo.

No futebol não existem dois jogos iguais, e isso, é certamente o que os caseiros devem querer mostrar ao seu público e aos angolanos, exibir uma outra postura mais de ataque, porque precisa de correr atrás do prejuízo, com cinco tentos sofridos sem marcar um golo, que aligeirava a vantagem da turma angolana.

Os comoreanos têm a legitimidade de não atirarem a toalha ao tapete, enquanto não cessarem as hostilidade dentro das quatro linhas, no bom sentido, dado que o desfecho da eliminatória acontece depois da última decisão do árbitro, mesmo a saber que a desvantagem é larga e demasiado difícil de ser contornada.

Angola tirou proveito do factor casa, no primeiro jogo disputado no Estádio da Glória, e isso, permite que não tenha de fazer recurso às grandes matemáticas para marcar presença na fase final da categoria, que convenhamos, não é apanágio das nossas selecções nacionais que quase sempre têm apuramentos sofridos, com a calculadora na mão, em função do mau trabalho de casa.

A parir das 13h00, deste 1 de Outubro, o futebol angolano pode abrir um novo ciclo na sua história, com o carimbo no passaporte para marcar presença pela terceira vez na sua história, no maior desfile de jovens de sub-17 no continente.

Depois de várias tentativas infrutíferas, chegou a vez dos comandados do técnico Languinha Simão dizerem presente, para contornar o obstáculo que se coloca no caminho da trajectória para chegar ao Madagáscar, no próximo ano.

Sempre com humildade, Angola hoje acredita.

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