Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Contagem decrescente

30 de Outubro, 2014
Aproximam-se os jogos com o Gabão e Burkina Faso, referentes à quinta e sexta jornadas do grupo C, para as eliminatórias de acesso à fase final do CAN/2015. Entretanto, ainda se aguarda por um pronunciamento da CAF para se conhecer o novo local para a sua realização, depois da desistência de Marrocos, devido ao surto do ébola.

A expectativa à volta dos dois jogos é grande, em função do produzido pelo combinado nacional até aqui. Nos quatro jogos realizados, os Palancas Negras perderam dois (com o Gabão e Burkina Faso, respectivamente por 0-1 e 0-3), empataram um, com o Lesotho, a zero, e venceram outro (Lesotho, 4-0), somam quatro pontos e estão na terceira posição, num grupo liderado pelo Gabão, com oito pontos, seguido do Burkina Faso com sete pontos. O Lesotho ocupa a última posição, com dois pontos.

Perante este quadro, não resta alternativa aos Palancas Negras senão vencerem os dois jogos, para ainda poderem sonhar com uma presença na fase final da maior competição sob a égide da CAF, a nível de selecções. Uma situação complicada para o “onze” Nacional, mas que não constitui qualquer novidade. A matemática sempre foi um item preferido dos Palancas Negras.

O Seleccionador Nacional Romeu Filemon anuncia amanhã, sexta-feira, em Luanda, os escolhidos para o duplo compromisso do combinado nacional, num acto a decorrer por volta da 10 horas, na nova sede da FAF, sita no projecto habitacional Nova Vida.
No dia 15 de Novembro, no estádio 11 de Novembro, a Selecção Nacional vai defrontar a sua congénere do Gabão, para a quinta jornada do grupo C.

Quatro dias depois, isto a 19 do mesmo mês, viaja até Ouagadougou para medir forças com o Burkina Faso, para a sexta e última jornada das eliminatórias. Para que o sonho se mantenha vivo, a Selecção Nacional tem forçosamente de vencer o Gabão no 11 de Novembro, e depois procurar no mínimo empatar em Ouagadougou. A concretizar-se esta possibilidade, podíamos fazer oito pontos. Se vencermos os dois jogos, passávamos a somar dez pontos, o máximo que ainda podemos atingir.

Temos de fazer a nossa parte. Isto é, vencer o Gabão e o Burkina Faso e depois esperar pela combinação dos resultados dos nossos adversários, para podermos fazer as contas. Não é uma tarefa fácil, reconhecemos. Contudo, se pretendemos disputar mais uma fase final de um Campeonato Africano das Nações, não temos alternativa senão vencer os dois jogos.

A responsabilidade é grande. Não apenas do Seleccionador Nacional, mas de todos, que directa ou indirectamente estão ligados ao nosso futebol. Todos os sectores devem dar as mãos para que possamos recuperar o terreno perdido. O momento é de união. Vamos todos apoiar a convocatória de Romeu Filemon, quer se goste ou não dos escolhidos para o duplo compromisso.

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