Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Contagem decrescente

11 de Junho, 2015
Aproxima-se o baptismo dos Palancas Negras, em relação às eliminatórias de acesso à fase final do CAN/2017, a realizar-se no Gabão. Um baptismo que acontece no sábado, no estádio da Tundavala, na cidade do Lubango, diante da República Centro Africana, para o grupo C, que integra ainda as selecções da RDC e Madagáscar, que é o adversário de Angola entre os dias 4 e 6 de Setembro.

A história diz-nos que a Selecção Nacional sempre se deu bem no Lubango. E acreditamos que no sábado não seja diferente. Os adeptos huilanos sempre apoiaram e incentivaram de forma especial o combinado nacional.

Todos os angolanos desejam ver o “Onze” Nacional a galgar outros patamares, que proporcione ascender no ranking mundial. A actual posição ( 88ª), não condiz com o prestígio que o nosso futebol já conquistou na arena continental e internacional.
O adversário de sábado, ocupa o modesto 144º lugar na hierarquia da organização que dirige o futebol a nível mundial, a FIFA. Isso, por si só, significa dizer que Angola é favorita à conquista dos três pontos.

Contudo, da teoria à prática vai uma grande distância, pelo que nada nos diz que os Palancas Negras têm os três pontos garantidos. Para o conseguirem vão ter de confirmar no rectângulo de jogo a superioridade. E isso só se consegue com competência.

Para vencer no futebol, como em tudo na vida, é preciso contar à partida com duas coisas: sorte e talento. Mais importante ainda, é indispensável que o combinado nacional esteja bem preparado para não serem surpreendidos, porque a República Centro Africana não vem a passeio. Vai estar no Lubango para contrariar o favoritismo dos angolanos.

Angola deve adoptar ao longo dos 90 minutos, uma atitude em que conjugue de forma clara, a confiança e o respeito pelo seu adversário, que vem para esta primeira empreitada do ano com jogadores que militam em clubes de França, por isso é preciso cautelas, principalmente no capítulo defensivo.

É bem verdade, que o primeiro jogo cria sempre níveis de ansiedade muito altos, aliado ao facto de muitos jogadores estrearem-se nessas lides. Face ao percurso e ao palmarés das duas selecções, a Selecção Nacional tem a obrigação de conquistar os primeiros pontos, de modos a encarar o próximo desafio no reduto do Madagáscar mais motivado.

No Lubango, o combinado nacional realizou dois amigáveis. O primeiro diante do Desportivo da Huíla, com quem perdeu por 0-2 e diante do Progresso da Lunda Sul, a quem venceu por 7-1. Esses jogos foram aproveitados por Romeu Filemon para corrigir o que ainda está mal. Nos dois dias que restam até a “Operação” RCA, o técnico dispõe de tempo suficiente para ensaiar o esquema que mais se adapta à equipa. Estamos em contagem decrescente.

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