Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Contagem regressiva

03 de Abril, 2016
Agendado para o período de 28 de Novembro a 7 de Dezembro do corrente ano, a maior cimeira do andebol continental é uma soberana oportunidade de Angola resgatar o título perdido em favor da Tunísia, há dois anos quando ficou pelo caminho nas meias-finais da prova disputada naquele país do Magreb.

Agora, tem tudo para a "desforra" em casa e devolver a coroa de rainha às nossas pérolas, que por 11 vezes mostraram que são as donas e senhoras do andebol africano, com a conquista dos títulos continentais que fazem de Angola a campeã das campeãs em África. Mas a realização do CAN de andebol no país está condicionada à obtenção de recursos financeiros para suportar os encargos logísticos decorrentes de eventos desta natureza: alojamento, alimentação, transporte, comunicações, segurança entre outros, sem os quais é impossível concretizar esse objectivo.

Por isso, o secretário de Estado do Desporto, Albino da Conceição, não deixou de fazer um apelo ao empresariado nacional para juntarem os esforços ao do Executivo para o êxito da missão. Enquanto não chega o grande momento, o trabalho dos responsáveis do Ministério da Juventude e Desportos e da Federação Angolana de Andebol vai ser arregaçar as mangas para mobilizarem os apoios necessários com vista a concretizar a realização da grande empreitada.No ano passado, a Selecção Nacional sénior feminina de andebol deu sinal de que pode resgatar o título africano perdido há dois anos, quando venceu no país o torneio pré-olímpico de qualificação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a disputar-se em Agosto no Brasil.

As angolanas encaram esta competição com a máxima responsabilidade dado os interesses em jogo, pelo que o empresariado nacional e as empresas estrangeiras que operam no país não devem fazer ouvidos de mercadores ao apelo. Pelo contrário, e tendo em conta o momento particular que o país atravessa devem estender o apoio à Selecção Nacional, para sustentar a realização da magna competição em território nacional.

A empreitada não se afigura fácil para o "sete" nacional, por estar numa fase de renovação e um novo técnico assumir futuramente o comando. Mas, ainda assim, espera-se que até Novembro, Angola esteja em condições de mostrar que ainda manda no andebol continental. A entrega, a voluntariedade e o espírito combativo devem persistir como as principais armas do grupo, tal como foi em anos anteriores, que permitiu a conquista até agora de onze títulos.

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