Jornal dos Desportos

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Opinio

Contas finais

28 de Outubro, 2016
A hora das grandes decisões está a chegar para o Girabola, concretamente no que ao título diz respeito, e tudo indica que teremos um sábado longo, de muita ansiedade no ar, com o vaticínio dos adeptos do futebol a divergirem, dado que 1º de Agosto e Petro de Luanda, têm jogos cujo desfecho pode levar já à definição do sucessor do Recreativo do Libolo como novo campeão nacional.

Bem entendido, a questão do título nem sequer está numa encruzilhada, pois, basta que o Petro de Luanda perca pontos para o seu rival de sempre comemorar, enfim, a quebra de um jejum de longos nove anos com a décima vitória no maior campeonato nacional do país.

Os militares estão embalados e moralizados pelo facto de só dependerem si para subir ao lugar mais alto do pódio. Um embalo que ganhou mais forma nas duas últimas jornadas, em que não tiveram pejo para despachar dois adversários que à partida lhes poderiam causar dificuldades acrescidas, Kabuscorp e Interclube, mas que acabaram ambos vulgarizadas.

Nunca o 1º de Agosto esteve tão perto do título como agora na presente temporada, embora tivesse períodos de relativa tranquilidade no topo da tabela classificativa, em chegar a ter uma vantagem de doze pontos sobre os mais directos perseguidores, o que indiciava uma definição calma na questão do título.

Ironia do destino, o dérbi mais antigo do país, 1º de Agosto-ASA, pode definir o novo campeão ou lançar mais dúvidas em relação ao futuro dos aviadores que em caso de desaire ou da perda de pontos podem complicar ainda mais a sua situação no fundo da tabela de pontuação, que tem já como equipas despromovidas as formações do 1º de Maio de Benguela e do Porcelana do Cuanza Norte, sendo necessário encontrar o terceiro conjunto a descer de divisão.

Nos últimos tempos o ASA viveu situações de extrema delicadeza e só conseguir permanecer "in-extremis" entre os grandes do futebol nacional. A partida contra o 1º de Agosto não será para os aviadores o jogo de todas as decisões porque ainda terá uma derradeira oportunidade para tirar a corda do pescoço no encontro da última jornada com o 4 de Abril, com esta formação a viver os problemas que se conhece com a greve dos seus jogadores que exigem salários e prémios em atraso, mas o cenário pode mudar e aí as coisas ficarem mais difíceis para o conjunto do aeroporto.

No Girabola fazem-se contas. O Recreativo do Libolo pode ter um sucessor no trono já neste fim-de-semana e o acompanhante das duas equipas despromovidas à Segundona pode, também, ser conhecido. mas até lá traçam-se cenários e elaboram-se prognósticos

para um final de campeonato que é desde já inédito na história da prova, com os dois grandes rivais em situação de resolver no última jornada o título de campeão nacional.

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