Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Convocatria dos Palancas

31 de Outubro, 2014
À partida, pode não se esperar muitas novidades na convocatória. Pois não há motivos tão fortes que obriguem o seleccionador nacional a fazer dispensas em série e partir para novas chamadas. Até porque depois da vitória na jornada passada diante do Lesoto é suposto que se valorize a máxima segundo a qual em equipa que ganha não se mexe.

Em todo o caso, como já é regra criar uma onda expectante sempre que se anuncia a divulgação da equipa nacional, paira uma certa ansiedade da parte daqueles que entendem a linguagem do futebol, a ver como é que se vai arquitectar a equipa que tem a delicada missão de fazer tudo mais alguma coisa para continuar a acreditar na qualificação.

Espera-se que Romeu Filemon acerte nas pedras e consiga arquitectar um plantel capaz de devolver ânimo e alma aos angolanos, ainda que saibamos à partida não ser obra fácil em face da complexidade dos números classificativos. Aliás, Angola jamais se deixou derrotar pelo desânimo, estando por via disso na contingência de lutar pelo objectivo definido até ao limite.

O jogo com o Gabão reveste-se de capital importância no quadro das aspirações alimentadas. Sabe-se, à partida, que não vai ser fácil.

Dai a necessidade de o mesmo ser preparado com as maiores cautelas e, mais do que isso, com maior sentido de responsabilidade.

Para o nosso país vai ser o jogo do tudo ou nada, e um desfecho fora de uma vitória é o ditado da sentença.

Sabemos que, na condição de líder, a selecção gabonesa vem ao nosso país supermotivada, sendo este um factor que joga a desfavor dos Palancas. Assim, cabe a estes revelarem a sua maturidade competitiva e tratar de impor ordem na casa que é sua, longe de concederem a mesma facilidade do jogo com o Burkina Faso, onde comprometeram quase todas as suas aspirações.

Por tudo isso, o trabalho tem de começar já, de modo a que até ao dia 15 o grupo esteja entrosado, com todos os fundamentos assimilados e fazer um jogo calculista. De resto, pensamos que até aqui nada ainda está perdido. O jogo com o Gabão é que tem a palavra final, havendo dai razões para que seja encarado com a maior seriedade. Aqui estamos a cobrar responsabilidade a todas as partes do jogo, a começar pela equipa técnica e jogadores até a nós mesmos, Comunicação Social, passando pela estrutura administrativa da Federação Angolana de Futebol, que deve ser mais adulta na execução da parte que lhe cabe.

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