Jornal dos Desportos

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Opinio

Convulses na bola ao cesto

02 de Setembro, 2017
O basquetebol, é a segunda disciplina desportiva mais mediática do país, depois do futebol, pelo que qualquer situação que ocorra, boa ou má, é sempre motivo para o reacender de polémicas.

Angola ficou fora do Africano feminino de sub-16, por razões pouco clarificadas, uma ausência que não caiu bem no seio dos amantes da bola ao cesto. Com uma competição interna deficitária, estas provas continentais acabam sempre por dar traquejo competitivo às nossas atletas.

As ausências nunca são recebidas de bom grado, dado que as pessoas envolvidas, atletas, e treinadores, ficam enquadrados durante muitos dias nos treinos, adiam compromissos, alguns escolares, para depois receberem uma notificação de não participação. Coisa triste.

A má prestação da Selecção Nacional sénior feminina no Afrobasket do Mali, marca também pela negativa este primeiro ano do novo elenco federativo. Angola partiu para o Mali com o objectivo de reconquistar o título, depois dos triunfos em duas ocasiões anteriores, mas o certo é que a selecção regressou cabisbaixa sem lograr o desejado troféu, tão pouco a qualificação ao próximo Campeonato do Mundo.

Por esta má prestação, a polémica está lançada. O técnico Jaime Covilhã colocou o lugar à disposição depois de um segundo fracasso à frente do conjunto nacional, e algumas vozes dirigem já palavras pouco simpáticas para a direcção Federação, pelas escolhas do corpo técnico do “sete” nacional.

A partir do dia 16 , entra em cena a Selecção Nacional sénior masculina no Afrobasket que o Senegal e a Tunísia organizam nesta primeira fase, para ela devem estar direccionadas as esperanças do elenco federativo ( e dos angolanos), para que se atenue a nódoa que mancha neste momento a bola ao cesto no país.

Angola vai ao Campeonato Africano como a selecção mais titulada de África. Esse facto, confere-lhe um grande favoritismo ao lado das selecções que organizam a prova, e do campeão em título.

Para já, houve mais uma falha na preparação do conjunto, com a anulação do torneio internacional que devia realizar-se no pavilhão do Kilamba, e que ia dar mais jogos aos nossos jogadores, mas temos de acreditar que a situação é apenas um pequeno percalço, que em nada deve alterar os objectivos traçados para a competição, que de facto é voltar a erguer o troféu continental.

De resto, e como se diz na gíria, tudo está bem quando acaba bem. Vamos esperar que sim.

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