Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Correr para a vitria

17 de Dezembro, 2015
As equipas angolanas vão de vento em popa, na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol, que decorre no pavilhão multiuso do Kilamba. O Recreativo do Libolo e o 1º de Agosto já estão nas meias-finais, espera-se que o Petro de Luanda tenha a mesma dita. Aliás, a capacidade explosiva das equipas nacionais não espanta se olharmos para o seu historial.

De resto, têm sido elas as dominadoras da competição nos últimos tempos e as fornecedoras de atletas para a selecção sénior masculina, que afinal não é senão, a principal referência do basquetebol continental. Foi um quadro já previsto no começo da prova, diga-se, mesmo a saber-se da presença de outras equipas provenientes de países com forte tradição no basquetebol, como é o caso do Kano Pillars da Nigéria e do Zamalek do Egipto.

Certo é que chegaram às meias-finais, mas não representam quase nada, até porque em função do seu estatuto competitivo era quase sua obrigação chegar à esta fase. Portanto, a partir da próxima fase (meias-finais) é que se vai ver quem é quem. No quadro da estratégia competitiva muitas são as equipas que até a uma determinada fase da prova, não dão o seu máximo, remetem-se à reserva energética, para momentos mais decisivos.

Seja como for, estar Angola nas meias -finais em vantagem numérica, porque tudo indica que o Petro se junte aos bons, é positivo porque torna a probabilidade do troféu ficar em casa, cada vez maior. Portanto, augura-se uma luta de surdos pelo anel dourado, cuja a decisão está marcada para domingo.

O investimento feito pelas direcções de clubes, com estágios fora do país a anteceder o torneio, acaba por ser benéfico, porque dotaram as equipas de forte postura competitiva e acima de tudo, de espírito de coesão que têm jogado papel de relevo quando se fazem à quadra, para decidirem os respectivos jogos.

Claro está, que as três equipas angolanas, não carburam ao mesmo nível, situação que pode ser entendida como própria em período de defeso, porque o que nos tem sido dado ver, entre as três, o 1º de Agosto parece ser a que se apresenta com mais rodagem competitiva, ainda que tal diferença seja muito relativa, mas é notória e pode ser determinante na decisão para a Taça dos Clubes Campeões de África.

Todavia, para chegar-se à final resta mais uma etapa, a que vai declarar as duas equipas finalistas e por via disso, vai deixar uma clara noção de como as coisas se vão arrumar no último dia. Desde já, continuamos com a aposta numa equipa angolana. E porque o jornal não é paternalista, esperamos por quem se revele melhor, entre os três. À partida, há sinais positivos.

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