Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Correrias no futebol

27 de Janeiro, 2017
Ao oficializar a sua desistência do Girabola de 2017 cujo pontapé de saída será dado a 10 de Fevereiro, na época que tem a abertura marcado para o próximo sábado, 4 de Fevereiro, com os vencedores campeonato passado e da Taça de Angola, 1º de Agosto e Recreativo do Libolo a discutirem o primeiro troféu da temporada, o Benfica de Luanda originou um corre-corre no futebol, concretamente da parte da FAF, que busca um substituto para colmatar a ausência do clube encarnado da maior competição do país. A desistência dos encarnados era um cenário que se estava a adivinhar, devido ao silêncio reinante no ninho da águia, concretamente em relação ao arranque da sua preparação, quando as restantes equipas que vão desfilar na prova já estavam num estado avançado no busca do melhor apuro de forma dos seus jogadores com as oficinas abertas, e também devido a sangria que o conjunto estava a ser alvo, com alguns dos seus jogadores influentes a rumarem para outras paragens.

O argumento arranjado para essa desistência é a necessidade de se dar mais atenção aos escalões de formação e ao facto do Girabola ser muito dispendioso, o que obriga a gastos elevados da parte das equipas. O órgão reitor do futebol nacional tinha de arranjar alternativas para colmatar essa desistência, e o caminho encontrado é a realização de um torneio disputado a uma volta, em que estarão presentes os três últimos desclassificados do último Girabola, 1º de Maio de Benguela, Porcelana do Cuanza Norte e 4 de Abril, bem como duas formações da "Segundona", Sporting de Cabinda e Domant do Bengo.

Os benguelenses do 1º de Maio já garantiram, pela voz do seu treinador, que estão em prontidão para a disputa dessa "liguilha", o que significa que já trabalham para a nova temporada, e o mais certo é que o Domant do Bengo também participe na prova, até porque esteve a estagiar em Benguela, da mesma forma que outras equipas também o fizeram, e fazem até ao momento, como o campeão 1º de Agosto, o seu rival Petro de Luanda, e formações como o Interclube, ASA, Desportivo da Huíla e Bravos do Maquis, o que reflecte bem o interesse que a sua direcção deu à preparação da equipa para a nova temporada. Sendo uma situação algo invulgar, é possível que esta decisão da FAF apanhe algumas equipas desprevenidas, concretamente aquelas que ao longo da última época manifestaram por diversas vezes a falta de recursos financeiros para cumprir com os compromissos com treinadores e atletas, caso do 4 de Abril que foi uma agradável surpresa na sua estreia no principal campeonato de futebol do país, e que certamente devem ter "desmobilizado as suas tropas".

A participação dessas equipas no torneio que será disputado em Luanda é uma oportunidade que todas elas têm de fazer parte do grupo das equipas que têm o privilégio de disputar o Girabola, mas é bom que equacionem bem a sua participação particularmente no que ao dinheiro para suportar o Girabola diz respeito em caso de garantirem o seu apuramento, para que não coloquem depois em causa a sua continuidade na prova, por alegadas dificuldades financeiras.

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