Jornal dos Desportos

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Opinio

Corrida ao CHAN

27 de Julho, 2019
Depois da campanha fracassada na recém-terminada Taça de África das Nações, que o Egipto acolheu e que a Argélia fez a festa do título, após superar na final a similar do Senegal, o futebol angolano volta estar em mais uma frente continental neste fim-de-semana. Desta vez a empreitada é referente a corrida ao CHAN/2020, com palco nos Camarões. O país entra em cena não com a Selecção de Honras, mas com a de Sub-23.
Para já, Angola cruza nesta penúltima eliminatória de acesso à prova reservada apenas a jogadores que evoluem nos campeonatos dos respectivos países com a selecção da eSwantini (ex-Reino da Swazilândia) em Mbabane, no reduto desta.
Porém, depois do ensaio feito no país terça-feira última diante do 1º de Agosto, em que empatou a um golo no Estádio França Ndalu, a Selecção Olímpica embarcou um dia depois para África do Sul, onde esteve a limar as últimas arestas para o jogo da primeira mão desta eliminatória, que acontece amanhã em Mbabane, capital da antiga Swazilândia.
Em terras sul-africanas, o grupo às ordens de Silvestre Pelé ficou completo com a integração dos jogadores do Petro de Luanda, que realizaram estágio da pré-época nesse país da região austral do continente.
O seleccionador nacional assumiu de peito aberto, antes do embarque para a pátria de Nelson Mandela, que o teste realizado frente ao campeão nacional visou, sobretudo, tirar ilações das reais performances do grupo e formar uma equipa, que defenda os interesses nacionais nesta competição africana. Angola já foi vice-campeã desta cimeira de futebol reservada a atletas que evoluem nos campeonatos dos respectivos país e por isso recomenda-se uma postura ousada amanhã, domingo, frente a selecção da eSwatini.
José Silvestre Pelé trabalha no sentido ter uma equipa, que não fuja muito daquilo que são as características da Selecção Nacional “AA”. Tratando-se de uma eliminatória, o combinado nacional deve procurar, acima de tudo, conquistar um bom resultado no reduto do adversário, para que no jogo da segunda-mão, em Luanda, consolide o objectivo de estar na próxima etapa, para daí tentar, mais uma vez, inscrever o seu nome numa montra do CHAN, depois de também marcar presença na edição realizada em 2018 no Marrocos.
É, enfim, uma missão que não se afigura fácil, sobretudo pelo desconhecimento que se tem do adversário, mas ainda assim não impossível.
Por isso, é importante que Angola alcance um resultado positivo em Mbabane, que passa obviamente pela vitória. Porém, se acontecer um empate, também não se afigura tão mau de todo, porque depois o combinado nacional tem o jogo de resposta em Luanda para procurar resolver a eliminatória a seu favor.
É de salientar que o vencedor deste duelo, que opõe Angola à congénere da eSwatini, defronta na última eliminatória de acesso ao CHAN de 2020, nos Camarões, o Botswana ou a Zâmbia, que cruzam entre si também nesta etapa. Até lá resta aguardar pelo que vier a acontecer...


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