Jornal dos Desportos

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Opinio

Corrida ao mundial

24 de Março, 2018
Embora, estejam a decorrer com normalidade as ligas de futebol em diferentes partes do globo, que de resto acompanhamos com particular atenção e interesse, é para a Rússia que se move e corre o mundo do futebol. O tempo marca passos céleres, o mês de Junho já não se vislumbra à distância. Está aqui, ao dobrar da esquina.
Posto isso, as selecções traçam estratégias de participação. Os técnicos aperfeiçoam as capacidades de sondagem e prospecção de talentos, na perspectiva de formarem equipas ajustadas aos seus gostos, às obrigações do certame, às ambições do país, enfim. É chegada a hora de afinarem as espingardas para a batalha que se avizinha.
É comum ouvir dizer, que a selecção Y deve efectuar o seu estágio pré-competitivo no país tal, que a selecção X prevê dar início à preparação no mês de Abril, por aí em diante. São, enfim, muitas notícias relacionadas com a maior cimeira do futebol mundial, aprazada para meados deste ano, nos palcos da milenar Rússia.
O continente africano surge representado na prova, por cinco selecções, nomeadamente, Nigéria, Senegal, Marrocos, Tunísia e Egipto que têm esboçados os respectivos programas de trabalho para uma participação airosa, que dignifique o seu futebol que começa a conhecer nos últimos tempos um crescimento exponencial em todos os capítulos.
Muito embora a questão do título tenha a ver com os principais “gurus” do planeta, os representantes africanos também têm metas competitivas. Fazer mais e melhor, é sempre o objectivo. Aliás, ainda por conhecer ou encontrar está a primeira selecção africana que ouse chegar às meias -finais do campeonato, uma vez que os \"quartos\" já foram conquistados.Quem sairá da Rússia com o troféu em sua posse? Eis a questão, que se coloca de momento. Países como o Brasil, Argentina, Alemanha e Holanda para só citar uns, perfilam-se na linha de partida. Há promessas de toda a sorte. Para estes, o título não escapa na Rússia. Será, certamente, um campeonato a ser disputado à ferro e fogo!
O próprio anfitrião que nunca logrou o pódio, desde que a prova surgiu em 1930 no Uruguai, aguardou anos para a oportunidade de organizar e ver o favoritismo mais elevado. Em território russo, na certa, as conversas gravitam à volta da possibilidade de ganhar o campeonato, até é uma pretensão justa para quem organiza.
A par disso, coloca-se a questão de Messi e de Cristiano Ronaldo, que pela idade certamente vão jogar o último campeonato, sem nunca terem sido campeões. Para qualquer deles vai ser a última oportunidade de terminar a carreira, com pelo menos um título de campeão mundial. Na Argentina, faz-se coro para que o título que escapa desde o México\'86, não falhe desta vez. Vamos aguardar...

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