Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Corrida para o ttulo

04 de Dezembro, 2016
Trata-se, por tudo isso, de uma fase a ser encarada com maior sentido de responsabilidade pelos intervenientes, sendo verdade que todos têm objectivos definidos.

Na verdade, nenhuma das equipas está na prova em passeio turístico. Todas têm objectivos, sendo que umas sonham com metas mais elevadas e outras nem tanto por ai. Aliás, nas competições encontramos equipas que lutam para o título, outras para posições apenas cimeiras e outras ainda para melhorar classificações anteriores.

É, de resto, este quesito que vai dominar a fase que hoje tem início, em que o combinado angolano tem pela frente a congénere argelina, uma selecção também com fortes pergaminhos a nível do andebol africano, capaz de dar alguma luta às comandas de Filipe Cruz. Mas como aludimos antes, a fase não prevê contemplações. Daí que as angolanas não se devem da à veleidade de facilidade.

Estamos certos que pelo excelente percurso que cumpriu na primeira fase, que culminou em quatro vitórias em igual número de jogos, há-de servir, certamente, como incentivo ao grupo e daí lançar-se determinado à vitória no jogo de logo mais, sobretudo porque para a Angola existe apenas um objectivo no torneio. Apenas um. A conquista do título, que perdeu na edição anterior para a Tunísia.

À partida, sabemos que a empreitada não será fácil, porque apesar de todo favoritismo a jogar a seu favor, as outras selecções também acreditam que podem consumar os seus objectivos. Ou seja, podem erguer o troféu no último dia da competição, sendo um pensamento aceite e pacífico no mundo do desporto, onde a vontade de crer é bastante determinante.

Em todo caso estamos certos que nada poderá parar as pérolas pelo embalo que têm revelado desde o começo da prova. Existem no seio da equipa uma forte determinação na luta à vitória, porque o objectivo colectivo assenta na necessidade do resgate da honra e da dignidade do andebol feminino angolano. É com pensamento virado neste objectivo que todas lutam com bravura.

Chegadas aos quartos-de-final só já têm poucos jogos para chegar à consagração, e isto pode não ser um bicho de sete cabeças para uma juventude fortemente determinada. Afinal se conseguiu-se passar pelas outras selecções na fase inicial, por sinal todas elas de grande gabarito, como é a Costado Marfim, o Senegal e a República Democrática do Congo.

Vamos depositar confiança na equipa de todos nós. Aliás, se passar pelo jogo de logo terá meio caminho andado para o título, sendo verdade que pela cadência do seu jogo dificilmente será arredada nas meias-finais ou mesmo na final. A vitória no jogo com a Argélia pode, desde já, ser um bom indicador.

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