Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Corrigir e melhorar

06 de Janeiro, 2018
Disputada a 62.ª edição da corrida pedestre de fim de ano São Silvestre, no dia 31 de Dezembro, e o meeting nacional, no dia 2 do corrente, impõe-se fazer um balanço, ainda que prpvisório, das duas provas organizadas pela Federação Angolana de Atletismo. Poder-se-á dizer que apesar de algumas anomalias, o mesmo é de um certo modo positivo.
Positivo porque ao contrário do que se temia, as duas actividades foram realizadas, e o desbloqueio tardio das verbas terá condicionado, quiçá, uma melhor actuação da organização, que teve de correr nos últimos dias para não deixar os seus créditos em mãos alheias.
Faltaram os corredores internacionais, tal como no ano passado, os kits para a corrida foram distribuídos tardiamente, as condições logísticas estiveram acima da média, os problemas que apresentava o percurso da São Silvestre ficaram resolvidos antes do dia da corrida, e tudo isso ajudou a que a organização fizesse disputar as duas provas (corrida e meeting) e assim cumprir os seus propósitos.
Apesar das competições ficarem restringidas a atletas nacionais, na vertente competitiva as coisas nem por isso foram más, mesmo com os vencedores a não conseguirem baixar os tempos da edição anterior. Houve algum despique entre federados e amadores. Foi possível constatar quer na prova masculina, quer na feminina, a entrega dos corredores, que evidenciaram uma certa competitividade na luta pelos lugares cimeiros, tanto da prova principal como da secundária.
Portanto, de uma maneira geral, não será forçoso dizer que o balanço do trabalho desenvolvido pelas várias comissões de trabalho, de modo particular, e pela comissão organizadora, no geral, foi positivo até certo ponto. Como já se disse atrás, houve aspectos que não estiveram tão bem mas que não colocam em causa o desempenho no todo.
O importante é a federação reconhecer a necessidade de continuar a trabalhar para aperfeiçoar os mecanismos de organização da prova, para que no próximo ano e noutros possamos assistir a uma São Silvestre muito melhor em todos aspectos, desde o organizativo ao competitivo, de preferência com o regresso de corredores estrangeiros.
Bernardo João e seus pares podem perfeitamente fazer uso do “slogan da moda” e começarem já a melhorar o que está bem e corrigir o que está mal. Trabalhar com alguma antecedência, fazer contactos para arregimentar parcerias fortes e que tragam valências é indispensável e uma forma de jogar na antecipação.
Apesar de se estar a consumir os primeiros dias do novo ano, ainda assim é possível começar a perspectivar já a próxima edição da São Silvestre, que já se tornou numa marca desportiva nacional.

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