Jornal dos Desportos

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Opinio

Cosafa tremida

15 de Abril, 2016
Está tremida a participação da Selecção Nacional de futebol de honras na 16ª edição da Taça Cosafa, que se disputa entre os dias11 e 25 de Junho próximo na Namíbia. De acordo com a direcção da Federação Angolana de Futebol, tudo está dependente da disponibilização de verbas por parte do Ministério da Juventude e Desportos.

Não foi possível colher o pronunciamento do Minjud, mas é dado assente que nas próximas semanas esforços deverão ser conjugados no sentido de se ultrapassar o impasse e garantir a presença de Angola na mais prestigiada competição futebolística que se disputa na região austral do nosso continente.

É certo que o momento económico que o país atravessa não é salutar tampouco promissor, dai que paire no ar algum receio de se falhar à competição. Mas por ora nada está perdido. Federação Angolana de Futebol e Ministério da Juventude e Desportos poderão congregar esforços em busca de uma saída airosa desta situação.

Também caso tal não venha ser possível não se deve embandeirar em arco, a ponto de encarar o cenário como um escândalo nacional, porque todos temos a noção quanto baste para reconhecer as limitações de natureza económica que o país está a atravessar, sendo esta crise, de resto, a responsável de todos condicionalismos a que estamos sujeitos em quase todos os projectos, sejam colectivos ou individuais.

Portanto, vivemos uma fase em que se recomenda a definição de prioridades naquilo que nos propomos fazer. No caso da Selecção Nacional de futebol sabemos que está envolvida na campanha de qualificação ao próximo Campeonato Africano das Nações. Apesar de estarem a faltar apenas duas jornadas, contemplando uma deslocação, na mesma não deixa de ser exigente em termos de despesas.

Por exemplo, em caso de vir a qualificar-se para a fase final, embora os pessimistas já tenham jogado a toalha ao tapete, haverá necessidade de verbas para a cobertura da chamada preparação pré-competitiva que, em regra, ocorre fora do país, onde as condições de trabalho são mais atractivas e concorrentes ao um clima harmonioso e são entre os atletas convocados.

Pensamos que todo este conjunto de factores deve ser levado em conta quando a questão tem a ver com a abertura dos cordões à bolsa. Claro está, que a Taça Cosafa assume também a sua importância neste quadro, já que seria uma forma de manter a selecção em ritmo competitivo antes da última jornada qualificativo ao Gabão'2017 que acontece em Setembro.

Deixemos que os que têm poder de decisão consigam dar a volta por cima, e Angola possa se fazer presente no torneio regional na vizinha Namíbia. Mais a mais porque a ausência por alegada falta de verbas belisca a honra e o prestígio granjeados pelo nosso país. Mas, reiteramos, a acontecer não será coisa de outro mundo, num clima de gritante crise económica.

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