Jornal dos Desportos

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Opinio

CR7 e o mundial

21 de Novembro, 2013
É consabido que são equipas consagradas que tornam interessante uma determinada competição desportiva, assim como são os jogadores de referência que se transformam em alvos do olhar daqueles que, como espectadores, acompanham com expectativa o curso das competições.Soe dizer-se que um campeonato sem estrelas é comparável a uma festa sem música nem dança. Torna-se pouco atractivo. Para tanto, basta lembrarmo-nos de como reage o público quando, num empolgante jogo de futebol, por alguma fatalidade o jogador de maior evidência abandona o campo.

É por isso, com justa razão, que o mundo do futebol esteve até ontem preocupado com a situação tremida da selecção de Portugal levada até aos play-off para ver resolvida a sua situação. E diga-se em abono da verdade, a empreitada era difícil diante de uma Suécia que também tem Ibrahimovic.Ainda que, no quadro das probabilidades matemáticas, nada estivesse perdido para Portugal em face da vantagem de um a zero que trazia do jogo da primeira-mão, o certo é que para muitos reinava o pessimismo de a selecção que tem uma das unidades de nomeada do futebol mundial perder o avião para o Brasil.

Entretanto, a preocupação não incidia no facto de Portugal ficar de fora por si só. Isso até já é visto como um mal menor. A melhor marca de Portugal em Campeonatos do Mundo remonta a 1966, na Inglaterra, em que, levado às costas por Eusébio, atingiu as meias-finais.A grande preocupação do mundo, que se expressa com fluência na linguagem da bola, estava relacionada com a eventual ausência de Cristiano Ronaldo na competição, indubitavelmente uma das maiores referências da actualidade futebolística mundial.

Sendo o Campeonato do Mundo uma montra de talentos, era frustrante que dela estivesse ausente aquele que é tido como um dos melhores do mundo, concorrendo com largas probabilidades de vitória para a Bola de Ouro com a concorrência de Messi e Ribery.É certo que o torneio vai ter outros alvos de atenção. Nele vão estar outros, cujas selecções lograram a qualificação, destacando-se o caso do próprio Messi. Mas, ainda assim, devemos admitir que neste momento um campeonato sem Ronaldo perde muito em termos de qualidade individual.

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