Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Crena de campeo

31 de Maio, 2017
O desporto não tem lugar para gente de curtas ambições ou que se deixa abater pelo desânimo ao primeiro deslize. Um desportista que se preze deve ser detentor de fortes convicções. A crença e o optimismo devem sobrepor a todos os receios. Na verdade, foi mais ou menos isto que nos dá a entender o português Vaz Pinto, no comando técnico do Recreativo do Libolo.

Em entrevista ao site do clube que orienta e retomada por este jornal na sua edição de ontem, o técnico diz, mais palavra menos palavra, que nada está perdido para a sua equipa no que se refere à questão do título, apesar de, do ponto de vista classificativo, ter andado um pouco à deriva ao longo da primeira volta da prova.

Em razão da sua participação na Taça da Confederação, onde teve uma primeira fase fabulosa, a ponto de estar a disputar agora a fase de grupos, a equipa teve no Girabola Zap um desempenho não muito ao seu estilo, deixando muitos jogos em atraso em face da coincidência de datas nas realização dos seus jogos da prova doméstica com os da competição continental.

Por isso, em ocasião alguma foi vista na primeira posição, onde durante o primeiro turno andaram numa espécie de combate sem quartel as equipas do 1º de Agosto, Kabuscorp do Palanca, Petro de Luanda e Sagrada Esperança. Mas esta particularidade não quebra ânimo e motivação do técnico, pois ele acredita que tudo ainda é possível.

Aliás, feitas as contas, caso a sua equipa consiga vencer o último jogo da primeira volta, que ainda tem em atraso, chega aos 31 pontos, reduzindo para três a diferença em relação ao Petro de Luanda que vai em primeiro lugar. Por aí se pode compreender a lógica das suas declarações. Realmente, nada está perdido, como disse, “falta muito Girabola”.

Por outro lado, temos de convir que Vaz Pinto está no comando de uma equipa que entra para as competições com um único propósito: vencer. Daí que o seu discurso tinha de ser positivo e compatível àquilo que representam os anseios da direcção do clube e da sua massa associativa.

Sabemos que equipas há que pela sua pequenez estrutural ou competitiva, já jogaram a toalha ao tapete. O título deixou de entrar no eixo das suas conversas, porque passou a ser vislumbrado à distância e “intangível”, mas não é o caso de uma equipa com a grandeza do Recreativo do Libolo, com nome inscrito no palmarés de campeões.Vamos esperar que a segunda volta traga novos ventos para o clube de Calulo, que a equipa consiga recuperar o terreno e entre na luta daqueles que, crentes no seu potencial competitivo, encaram o título da prova como meta única da sua investida.

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