Jornal dos Desportos

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Opinião

Crise afasta Sub-16

14 de Julho, 2017
Uma vez mais a crise financeira que assola o país há cerca de três anos teve repercussão negativa no desporto nacional. Desta vez foi o basquetebol que se viu impossibilitado de fazer deslocar a selecção nacional masculina de Sub-16 no campeonato africano da modalidade que iniciou ontem nas Ilhas Maurícias.

A restrição imposta de um tempo a esta parte pelo Ministério da Juventude e Desportos às federações nacionais, em consequência das dificuldades financeiras que afectam consideravelmente o Orçamento Geral do Estado (OGE), faz com que aquelas (federações) nem sempre estejam à altura de honrar os vários compromissos de ordem competitiva.

Com isso, são as selecções nacionais que ficam afectadas, sendo obrigadas a uma preparação em muitos casos, deficiente e na pior das hipóteses, a desistirem de participar da própria competição, como aconteceu agora com a selecção nacional masculina de basquetebol de Sub-16.

Com um OGE a impor mais contenção e a privilegiar despesas de qualidade e indispensáveis, parece que à federação, poucas alternativas restavam para responder a este compromisso do país se fazer representar no \"africano\" das Ilhas Maurícias, ainda que as consequências desta desistência possam causar alguns incómodos não tão gravosos em termos financeiros.

Com cortes orçamentais e a demora na alocação das verbas pelo Minjud, as federações vão sentindo dificuldades em materializar os seus programas e projectos, sendo certo que as selecções acabam por pagar a factura mais pesada, já que nalguns casos são obrigadas a trabalhar sem as condições ideais para quem vai competir ao mais alto nível, no caso num campeonato africano ou às vezes mesmo um campeonato do mundo.

Sem argumentos para contornarem os défices financeiros em virtude dos cortes orçamentais, as federações gestoras das mais diversas modalidades quase sucumbem à própria letargia a que se submeteram durante o tempo das \"vacas gordas\", passe a expressão, já que sempre estiveram acostumadas a receber do Estado, muitas vezes sem a prestação de contas, o que propiciou em muitos casos o desbarato das finanças públicas.

Hoje, com a realidade completamente diferente, vê-se quase todas elas a choramingarem e revelarem incapacidade para dar cumprimento às suas acções, por não terem trabalhado para criar outras fontes de receitas, resultantes de parcerias com instituições públicas ou privadas.

Parece cada vez mais premente que as federações e outras associações desportivas trabalhem para paulatinamente irem deixando a completa dependência financeira do Estado.

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