Jornal dos Desportos

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Opinio

Crise afecta "gigantes"

13 de Janeiro, 2017
O réu vai nu ou qualquer outro título no mesmo sentido cabe para caracterizar o actual momento do Benfica de Luanda. Uma equipa que há par de anos, precisamente há três, apresentou-se como candidato, corre agora o risco de fechar as portas por falta de suporte financeiro.

Mais do que um simples acto vergonhoso para o Benfica de Luanda, o é para todo o futebol nacional. E consequentemente mais um recado para a direcção da Federação Angolana de Futebol. É urgente romper com o actual modelo do futebol nacional, sob pena de falência total.

Um modelo que tanto pode ser caracterizado como profissional, pelo volume das despesas dos clubes, como amador, pela imaturidade na gestão dos mesmos clubes. A situação actual reclama outra postura, uma perspectiva diferente de se gerir o futebol o nacional.

Os clubes não podem continuar a gastar dois a quatro milhões de dólares, e receberem no final da época um cheque de quinhentos mil dólares (para o campeão, por exemplo), e outros verem apenas os seus nomes inscritos numa tabela de classificação como terceiro, quarto, quinto ou despromovido.

É um suicídio colectivo para essa modalidade. Os clubes têm de ser obrigados a gastar o que ganham ou poderão ganhar, e não como se faz, gasta-se tanto para ser campeão, como fez o Benfica de Luanda quando contratou de volta Zeca Amaral, e dois anos depois já não sabe como começar uma época desportiva.

Qual foi o objectivo que estava na base de tanto "investimento"? Era para disputa do título do Girabola? Era ganhar simplesmente ganhar um título e um lugar na galeria dos campeões do Girabola ou nem ficar na história? Ou do título podiam resultar mais investimentos e apoios?

Dito de outro modo, por que razão uma equipa que vivia à custa de um benevolente tinha de se candidatar ao título e receber no fim um cheque de quinhentos mil dólares pela direcção da Federação Angolana de Futebol? Pensamos que os avultados valores gastos pelo Benfica teriam melhor serventia se alocados em outras áreas de maior necessidades.

A crise por que passa hoje um "gigante" como o Benfica de Luanda é um sinal que deve ser interpretado de modo extensivo e um recado para a nova direcção da Federação Angolana de Futebol, agora assumida por Artur Almeida e Silva.

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