Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Crise agudizada

19 de Março, 2014
O Girabola já fez disputar três jornadas. Contrariamente ao que se esperava não foi à terceira que o 1ºde Agosto conseguiu dar um sinal de vida. Os militares vão de mal a pior, acumulando três derrotas consecutivas que os coloca na cauda da tabela classificativa na qual ocupam o modesto 14º lugar.Mesmo a competição estando nas primeiras jornadas do primeiro terço da longa caminha, há quem veja neste começo do 1º de Agosto um mau prenúncio para a presente temporada. O facto de não ter amealhado sequer um ponto dos nove possíveis é encarado, por muitos, como algo que pode vir a atrapalhar o grande objectivo do clube.

Depois do segundo lugar no ano passado, e um "jejum" de sete anos, este ano a direcção do clube traçou como principal objectivo a conquista do título do Girabola. O actual presidente, Carlos Hendrick, vai a caminho do terceiro ano do seu mandato e começa a sentir com mais força os efeitos da pressão que exercem os adeptos do clube sobre a equipa de futebol.Se nos dois primeiros anos eram capazes de entender o seu presidente, que precisava de tempo para organizar a casa e implementar a sua forma de gestão, neste os ferrenhos apoiantes agostinos não estão dispostos a tolerar absolutamente nada.

As três derrotas consecutivas e o afastamento precoce da equipa nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos, tem suscitado um mal-estar no seio dos adeptos que não hesitam em pedir a imediata substituição do técnico Daúto Faquirá.Tendo sido contratado bem perto do final da primeira volta do Girabola passado, precisamente na 13ª jornada, Daúto Faquirá nem por isso foi capaz de concretizar a "providência cautelar" de que se socorreu Carlos Hendrick para evitar aquilo que temia com Romeu Filemon no comando, ou seja, não chegar ao título.

Separado na altura por sete pontos do líder, e com 54 pontos ainda por disputar, o 1.º de Agosto já sob mando de Faquirá não teve forças para discutir o título, contentando-se no final com a vice-liderança, depois de permitir que o Kabuscorp do Palanca terminasse a prova com uma supremacia de 15 pontos (73-58).Depois desta desdita do ano passado, esperava-se que os militares demonstrassem mais argúcia nesta temporada.Mas o falso começo na prova, com três derrotas consecutivas, a última das quais num jogo que se esperava reverter o quadro, coloca a equipa numa situação de maior pressão, abrindo caminho a eventuais medidas não previstas neste começo de época.

Uma delas pode ser o afastamento do técnico Daúto Faquirá, bastante contestado, que tem de responder rapidamente com resultados favoráveis à ira que tomou conta dos adeptos. De uma coisa estamos certos, a equipa do Rio Seco vive nesta altura uma acentuada crise de resultados, em que sobressaem as duas derrotadas, para as eliminatórias da Liga dos Campeões Africanos, e três para o Girabola.

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