Jornal dos Desportos

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Opinio

Critrios na arbitragem

11 de Outubro, 2017
Hélder Martins já foi, para muitos, o melhor árbitro de futebol nacional. Ganhou, aliás, várias distinções dentre as quais o “Prémio Rádio-5 para o melhor árbitro”, de entre outras. A seguir, o seu trabalho mergulhou numa onda de contestação de equipas do Girabola, assim como da media, ao ponto do mesmo ter anunciado um ponto final na carreira.

Não sem antes se assistir a uma polémica, quando o Conselho Central de Árbitros o despromoveu, surgiu a dizer que já tinha anunciado a sua retirada. O certo, é que acabou por não ser despromovido para o escalão inferior do Girabola, como até está a ressurgir nas competições africanas.

No último fim-de-semana, Hélder Martins apitou (e bem quanto a nós) o nada fácil jogo Costa do Marfim - Mali. Um árbitro que merece a confiança da FIFA, e da Confederação Africana de Futebol, não pode ser despromovido nem ver a sua imagem no saco do lixo, salvo, se houver provas de uma conduta de todo reprovável, o que podia suscitar não apenas uma medida ou sanção disciplinar, como também uma possível acção penal.

Não há, para além das recorrentes suspeitas, as quais a Procuradoria-Geral da República nunca lhe deu valor algum, tão pouco um esboço de qualquer iniciativa no sentido de solicitar uma investigação, pelo que não se pode manter o árbitro num canto como se fosse um comum. Podem outros dizer, que tem padrinho na cozinha, razão pela qual está sempre na elite africana.

Todavia, qualquer adepto atento sabe, que uma coisa é ter um padrinho na cozinha, outra é justificar em campo a sua capacidade. E, isso, ele está a fazer, como demonstrou no fim semana, razão pelo que se apela à avaliação da sua capacidade, assim como o estatuto que este merece.

Para se conquistar um estatuto neste mundo, é preciso estar nos grandes jogos ou clássicos, o que não acontece, sobretudo, em jogos decisivos. Em sentido contrário, Pedro dos Santos está a fazer bons jogos no Girabola, mas no continente não tem as oportunidades de Hélder Martins, situação que levanta muitas questões. O que determina a escolha de árbitros para os jogos internacionais? A prestação nacional ou há já alguns cativos, seja qual for a prestação interna.

Como Pedro dos Santos, há outros, internamente, que não têm essa visibilidade. O único, que faz excepção no meio de todos os demais, é o assistente Gerson Emiliano. Esse, tanto cá como lá, tem merecido as devidas oportunidades. Por que não têm os outros, beneficiado da mesma sorte?

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