Jornal dos Desportos

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Opinio

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09 de Outubro, 2013
Os dias que vivemos são de grande expectativa do ponto de vista futebolístico. Em regra, os dias que antecedem o início e o desfecho de uma determinada competição assumem esta particularidade. No caso do começo, é a ânsia de ver os “artistas da bola” de volta aos relvados que predomina e, no segundo, é a indefinição das posições classificativas que confere interesse à compita.

Este é o caso concreto da presente edição do Girabola. A quatro jornadas do seu desfecho, embora em termos do título as coisas estejam definitivamente esclarecidas, depois de o Kabuscorp do Palanca ter abeto o champanhe na jornada passada, muita coisa há ainda em jogo.

Aliás, de há algumas jornadas a esta parte que o interesse do campeonato passou a consistir na corrida que um trio ou duo de equipas empreende para o alcançar da segunda posição, uma vez que o somatório pontual do Kabuscorp dificilmente podia ser atingiso por qualquer concorrente. Com efeito, é o segundo lugar da prova que vai causando incómodo nas hostes do 1º de Agosto, Bravos do Maquis e Sagrada Esperança. Qualquer destas equipas é potencial candidata à segunda vaga da prova, ainda que uma, o 1º de Agosto, se posicione com relativa vantagem em relação às outras, estando os lundas na pior condição.

Daúto Faquirá, Zeca Amaral e António Caladas andam agarrados à tabuada, no quadro do exercício matemático que a situação do momento os obriga. Os jogos das últimas jornadas vão ser para qualquer deles de vida ou de morte, já que em função da ordem das coisas estão todos condenados a vencer.

Claro está que para quem não conseguir o segundo lugar haverá o terceiro para consolação, que também dá direito à participação, no próximo ano, nas competições africanas de clubes. Pressupõe que das três apenas uma se arrisca a terminar em branco, algo que, na certa, todas procuram evitar.

Outro aspecto que também concentra as atenções está relacionado com a definição das três equipas a baixar de divisão. De momento, nada está definido. Mesmo que uma ou outra se apresente em situação mais aflitiva, existe um leque de meia dúzia de equipas na corda bamba. Portanto, a situação não está nada boa na última zona da geografia classificativa.

É enorme a agitação entre estas equipas. Mas, como em desporto o optimismo deve ser sempre posto em primeiro lugar, quase todos os técnicos das equipas que se vêem nesta condição dizem de viva voz que não vão descer de divisão. Mas, para tal, terão de provar isso no terreno e terminar com uma pontuação que lhes permita posicionar-se acima do 14º lugar. É exactamente aqui que a porca torce o rabo. Conseguirão as equipas em condição aflitiva a fasquia pontual suficiente para essa meta?

Umas de certeza que conseguirão, outras, sabe Deus. Porque três deste leque terão mesmo, com vontade ou sem ela, de franquear as portas de saída para a segunda divisão. Vamos aguardar para ver como ficam definidas as coisas. Quem vai sair bafejado pela sorte e a quem se vai ditar a sentença do infortúnio. Mas que a ponta final do campeonato vai ser de gritos, lá isso vai.

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