Jornal dos Desportos

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Opinio

Dana dos treinadores

17 de Novembro, 2013
“Sei qual foi o passado, sei qual é o meu presente, mas desconheço o meu futuro.” Estas palavras pertencem a Bernardino Pedroto, quando, em entrevista ao JD, confirmou a sua saída do comando técnico do Interclube. A vida de treinador não é fácil. O chavão é comum, mas basta olhar para aquilo que é a realidade mundial, para perceber que a frase continua a encaixar.

Um treinador está quase sempre a trabalhar na corda bamba. Quando um treinador, em Angola, não ganha, sai. Sai e voltamos a reconstruir, a mudar o modelo de jogo e o modelo comunicacional.

Falando mais concretamente da nossa realidade e tendo em conta os rumores que correm, das 13 equipas que permaneceram na elite do futebol nacional, apenas em quatro estão confirmados os seus treinadores. Antrakik, no Kabuscorp, Daúto Faquirá, no 1º de Agosto, António Caldas, no Sagrada Esperança, e Mário Soares, no Desportivo da Huíla. Nas restantes reina a incógnita. Não falta quem passe muitas noites sem dormir.

Em equipa que ganha não se mexe. É o que normalmente acontece. Normalmente, porque nem sempre é assim. Edouard Antranik, treinador do primeiro título do clube liderado por Bento Kangamba, já está a definir o que pretende o novo campeão, tendo em conta os projectos assumidos pelo seu patrono, a nível nacional e internacional.

No Petro de Luanda, José Dinis, mau grado ter salvado a temporada com a conquista da Taça de Angola, vê a sua permanência a ainda não ser um dado adquirido. Fala-se muito na contratação do brasileiro Joel Santana, que esteve muito recentemente no nosso país.

A saída de David Dias do Progresso é um facto mais do que consumado. Aliás, antes mesmo do Girabola terminar, o presidente dos sambilas, Paixão Júnior, já tinha dado um cartão vermelho ao técnico. Diz-se que o seu futuro passa pelo Bravos do Maquis, que pode ver Zeca Amaral regressar a uma casa que bem conhece: o Benfica de Luanda.

O possível substituto de David Dias, no Progresso, pode ser Romeu Filemon, actualmente vinculado aos encarnados da capital, ou o jugoslavo Makisimovik, que no início da temporada 2012 dirigiu o Petro de Luanda.

Os clubes angolanos devem procurar apostar na continuidade de treinadores e jogadores e não se contentarem apenas com o sucesso nacional. Procurar a estabilidade necessária para a construção de uma base forte para a Liga dos Campeões como algo real. Porque almejar a Liga dos Campeões e concretizar o desejo é garantia de que haverá, hipoteticamente, sucesso interno.

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