Jornal dos Desportos

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Opinio

Dar a mo palmatria

02 de Dezembro, 2013
Pedro Neto voltou a ser, uma vez mais, coerente na abordagem em relação aos Palancas Negras. O presidente da FAF fez mea culpa e assumiu que, de facto, a Selecção Nacional teve um desempenho para esquecer no ano que está a cumprir o seu último mês. Contrariamente à maior parte das vezes em que preferiu adoptar um discurso contrário a realidade dos factos, o presidente da federação reconheceu, durante a assembleia-geral ordinária da FAF, que a sua instituição teve uma actuação menos positiva, influenciada por aquilo que foram os resultados desportivos da Selecção Nacional.

“Temos de ter a coragem de reconhecer que, no período em análise, tivemos um exercício menos positivo e, portanto, menos feliz do ponto de vista desportivo, o que em certa medida influenciou o desempenho geral da instituição”, disse durante o discurso de abertura. Com este reconhecimento público, Pedro Neto comportou-se como um líder que não dá a cara apenas no momento de colher os louros, mas também naqueles em que é preciso coragem para assumir os fracassos. Não sendo ele o único que tem interesse na Selecção Nacional e sendo a esmagadora maioria dos angolanos apoiantes incondicionais da Selecção Nacional, era importante haver a convergência de pontos de vista naquilo que é a realidade dos factos.

Embora, na verdade, a declatação do presidente da FAF não tenha trazido nada de novo, pois era convicção da maioria dos angolanos de que o desempenho dos Palancas Negras andava muito longe do esperado, o mesmo valeu, sobretudo, pela frontalidade e coragem em admitir o “fracasso” no conclave que reuniu a família do futebol nacional.

Ficar na primeira fase do CAN’2013 quando o objectivo era chegar aos quartos-de-final, falhar o apuramento para o CHAN e o Mundial do Brasil, e fazer uma renovação sem uma estratégia definida não podia merecer de Pedro Neto se não a qualificação de “fracasso” do ponto de vista desportivo.
Mas foi bom ouvir também, no discurso de Pedro Neto, que a FAF já trabalha para inverter o quadro e imprimir uma nova dinâmica ao futebol nacional. Ou seja, não basta reconhecer as falhas, é preciso apontar caminhos para se sair do estado em que se encontra actualmente a modalidade.

“Perante a realidade dos factos, tem sido preocupação da direcção da FAF imprimir uma dinâmica de trabalho que permita alterar gradual, mas substancialmente, este estado de coisas”, disse. Para o efeito, prometeu “operacionalizar mais os órgãos de direcção, os da instituição, com inclusão das áreas técnicas, na perspectiva de melhor gerir as competições internas e as actividades das selecções nacionais nos diversos escalões.”

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