Jornal dos Desportos

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Opinio

De novo a FIFA

04 de Agosto, 2018
A vida não está fácil para o Kabuscorp do Palanca e a sua direcção, que voltam a estar sob o radar da FIFA, por causa de incumprimentos contratuais com antigos funcionários, desta feita estando envolvido o treinador sérvio Zoran Maki.
Os incumprimentos do clube nas questões que se referem a contratos com jogadores e treinadores, já levou a FIFA a tomar medidas, como a perda de pontos no presente Girabola, o que desde logo fez com que o clube revisse os seus objectivos, para a temporada que caminha para o seu final.
De candidato inicial ao título, a agremiação do Palanca viu-se forçada a lutar por um dos lugares do meio da tabela, dado os pontos que lhe foram retirados, por força dos processos em que está envolvida no litígio com o brasileiro Rivaldo e com o clube TP Mazembe do Congo Democrático.
Contratempos difíceis de contornar, embora o presidente do clube, Bento Kangamba, tivesse tido que os pontos retirados ao seu conjunto iriam ser repostos, porque a estrutura que dirige já tinha solucionados os pendentes, que levaram o organismo internacional a tomar medidas. Até porque não é de modo algum fácil, desviar-se de um objectivo previamente estabelecido no arranque da temporada.
Estas situações acabam por ser pouco abonatórias para o clube, que começou a ganhar fama de mau pagador, e que por arrasto também comprometia a própria imagem do futebol nacional. Este nosso futebol que, por altura do \"boom\" económico, foi para alguns expatriados uma espécie de \"el dourado\", dado os dinheiros que movimentava.
O Kabuscorp corre o risco de sentir, de novo, a mão pesada da FIFA, se os atrasos no pagamento que deve ao técnico Maki perdurarem, até porque, e tal como noticiamos na nossa edição da última quinta-feira, em primeira mão, já foram notificados de que vai ser alvo de um processo disciplinar por desrespeito a uma deliberação tomada no dia 10 de Novembro de 2017, pelo Comité do Estatuto do Jogador.
O clube já sentiu o peso da mão pesada da FIFA, pelo que a sua resposta à deliberação do órgão que rege o futebol mundial, deve ser feita sem evasivas, até porque a sua sobrevivência, como clube da primeira divisão em Angola, pode, no futuro, ficar em causa.

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