Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinião

De novo os tumultos

14 de Maio, 2018
E, lá voltamos nós às cenas dos tumultos nos nossos Estádios de futebol.
O caso mais recente ocorreu no Dundo, aquando do jogo no sábado entre o Sagrada Esperança e o Petro de Luanda, para a última jornada da primeira volta do Girabola, com alguns adeptos locais enfurecidos por causa de uma decisão do árbitro da partida, que alegadamente tenha dado menos tempo de compensação que o exibido na placa electrónica pelo quarto árbitros, e daí partirem para o arremesso de artigos para dentro do relvado, alguns chegaram mesmo a entrar para às quadros linhas com o fito de agredirem o quarteto de árbitros, razão que levou à pronta intervenção da Polícia Nacional.
Tumultos e cenas de pancadaria que em nada dignificam o futebol angolano. Os espectadores deslocam-se aos Estádios e pagam os seus ingressos para apreciarem bons espectáculos de bola, algumas vezes até, acompanhados das famílias - filhos menores -, na expectativa de que a segurança nunca esteja em causa, muito pelo contrário.
Os campos de futebol devem ser recintos onde não caibam arruaceiros, ou seja, não deve ser permitida a entrada, aliás, devia-lhes ser sempre vetada. É imperioso criar mecanismos para esses pseudo -adeptos, e aí, os clubes devem jogar um papel fundamental na sua identificação.
Em Angola, assistimos à cenas tristes em que algumas pessoas ou perderam a vida ou saíram dos recintos desportivos com a integridade física bastante molestada, o que de modo algum vai de acordo com o que se pretende transmitir aos amantes da bola e aos árbitros, quanto à segurança.
Ninguém, tem o direito de fazer justiça por suas mãos, muito menos, quando se trata de uma partida de futebol ou de um outro desporto, em que uma infeliz decisão, ou uma decisão menos acertada de um juiz de campo, possa acirrar os ânimos de indivíduos que deixam à mostra as frustrações e transformam os Estádios em tubos de escape para se libertarem.
A Federação Angola de Futebol, certamente, que deve agir de acordo com a situação e com a gravidade dos actos das pessoas envolvidas, até porque não se trata de um primeiro caso de arruaças naquele recinto.
Pena, é que outros adeptos que nada têm a ver com o que se passou, sejam eventualmente prejudicados, caso o órgão reitor optar por obrigar os diamantíferos a realizarem jogos à porta fechada, que já aconteceu a outros emblemas, pelo que não era um caso inédito.

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