Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

De regresso ao CAN

02 de Outubro, 2016
A selecção nacional de futebol de Sub-17, tal como já era de esperar, carimbou ontem o passaporte para a presença na fase final do CAN da categoria, que se disputa no próximo ano, em Madagáscar. Depois da vitória de 5-0 sobre a similar das Ilhas Comores, em Luanda, era quase impossível os angolanos não acalentarem o sonho da qualificação. A vitória de ontem por 2-0 , foi apenas a confirmação de uma qualificação anunciada.

Ontem, foi o cumprimento de uma formalidade, porque na verdade, o essencial tinha sido feito já nos primeiros 90 minutos, num jogo em que ficou patente a superioridade de Angola sobre as Ilhas Comores.

Dezassete anos depois, os Palanquinhas regressam pela segunda vez à elite do futebol jovem continental, por mérito próprio, ainda que muitos procurem minimizar o feito alcançado pelos nossos bravos rapazes, ao argumentarem que a trajectória foi um mar de rosas para os pupilos de Languinha Simão.

Com a qualificação, abre-se uma nova oportunidade de relançarmos o futebol jovem, perspectivar momentos iguais aos que tivemos em 2001, quando a selecção Sub-20 encantou o continente com a conquista do título africano da categoria, que nos levou no mesmo ano ao Mundial, que teve lugar na Argentina.

Infelizmente, naquela altura, não tiramos os dividendos necessários do bom momento, por que passava o nosso futebol. Os gestores do futebol nacional deixaram-se adormecer à sombra da bananeira, não foram capazes de imprimir a dinâmica que permitisse estruturar o nosso futebol jovem, e garantir o futuro da selecção principal, que hoje vive um dos seus piores momentos.

Chegados aqui, é preciso trabalhar na criação de condições, para que a selecção tenha as condições indispensáveis para um trabalho à altura, a fim de representar condignamente o país, na alta roda do futebol jovem, no próximo ano, em Madagáscar.

Apesar do que demonstrou até à qualificação, não se augure uma campanha igual a que teve a selecção Sub-20, em 2001, no CAN da Etiópia.
Como já nos referimos recentemente, depois deste longo período de ausência, seria na verdade honroso regressarmos à competição, não para participar só, mas para competir e deixar bons indicadores para os próximos anos.

Acreditamos que basta criar as condições para que nada falte ao grupo de trabalho. A Federação Angolana de Futebol deve começar o trabalho de casa, o quanto antes, para que possamos ter uma prestação condigna no CAN do Madagáscar.

Últimas Opinies

  • 19 de Agosto, 2019

    Como causar impacto atravs do marketing?

    De facto, para que se crie um impacto forte e eficaz através do marketing desportivo, é indispensável que os clubes e federações deem atenção ao formato comunicativo a ser utilizado.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Petro escorregou Vasiljevic j era

    O grande Petro já  atemoriza os seus adeptos em poder continuar a fazer travessia no deserto neste seu “hibernar” sem título desde 2009: empatou mesmo depois de o presidente.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Cartas dos Leitores

    Penso, que não há  muitas alterações  em relação aos candidatos, o 1º de Agosto procura o Penta e o Petro luta para quebrar o jejum de 10 anos, sem conquistar o campeonato.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Girabola de todos

    Soltaram-se assobios, no último fim-de-semana. Voltou aos palcos nacionais, o futebol de primeira grandeza. Ou seja, o campeonato nacional da primeira divisão, o nosso Girabola.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    O segundo pecado da FAF

    A direcção de Artur Almeida e Silva acaba de cometer o segundo pecado, na gestão dos destinos da Federação Angolana de Futebol(FAF). O primeiro, assenta na desorganização que já a caracteriza.

    Ler mais »

Ver todas »