Jornal dos Desportos

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Opinio

De volta ao trabalho

08 de Setembro, 2014
Sem tempo a perder e após desembarque no país, a Selecção Nacional deu ontem início à preparação do jogo da próxima quarta-feira, em Luanda, diante do Burkina Faso, para a segunda jornada do Grupo C das eliminatórias de acesso ao CAN-2015, a disputar-se em Marrocos.Depois de uma estreia pouco auspiciosa, com derrota de 1-0 frente à congénere do Gabão, em Libreville, no passado sábado, os Palancas Negras precisam de levantar a cabeça e pôr mãos à obra, a fim de começar a corrigir o percurso da caminhada que os pode levar pela sétima vez à fase final de um CAN.

Depois de ontem ter feito praticamente um treino de recuperação física, a equipa técnica liderada por Romeu Filemon começa hoje a esboçar a estratégia a adoptar na partida diante dos burkinabes, que é de capital importância para aquilo que são as aspirações de Angola nesta corrida africana.O seleccionador vai aproveitar corrigir nas poucas sessões de treino tudo o que correu mal em Libreville e contribuiu para a derrota da Selecção Nacional. Para o jogo de quarta-feira apenas a vitória interessa, para que possamos equilibrar as coisas na tabela classificativa, depois da vitória do Gabão e do Burkina Faso, na jornada inaugural.

No jogo de sábado foi visível que a ansiedade tomou conta da Selecção e a inexperiência da maior parte dos jogadores também contribuiu para uma postura menos assertiva em campo. Independentemente do resultado, os Palancas Negras de uma maneira geral estiveram bem, não obstante o resultado não espelhar o empenho demonstrado pelos pupilos de Romeu Filemon.Mais do que chorar ou lamentar a derrota, os angolanos devem continuar unidos em torno da selecção e apoiá-la para que em casa dê a volta àquilo que se passou em Libreville. Embora seja bom começar sempre a ganhar, não se pode ver no desaire com o Gabão a derrocada do objectivo que se persegue. Devemos encarar esta derrota de cabeça erguida e pensar que do mesmo jeito que perdemos em casa do adversário, este ou estes também poderão ter a mesma sorte na nossa.

Vamos apoiar os jogadores e equipa técnica e passar mensagens positivas nos nossos discursos, comentários e opiniões, de modo a moralizá-los para os próximos jogos que teremos pela frente. Nada está perdido, é apenas o começo. Não há razões para desânimo nem para desilusões. A Selecção Nacional está em renovação, as coisas levam tempo e tudo isso tem um preço. É preciso paciência, evitar pressões e exigências de resultados imediatos. Este grupo tem qualidade mas precisa de mais tempo para sair da heterogeneidade e passar para a homogeneidade. Vamos acreditar e continuar a apoiar.

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