Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Debater o futebol

13 de Dezembro, 2014
Na verdade, é a primeira vez em 39 anos, que o país se vê na condição de descolonizado, que o futebol nos leva a um encontro amplo e nacional, em que o seu estado seja abordado com profundidade por homens entendidos na matéria, em busca de soluções conjuntas e pontuais, para o sopro da revitalização que se pretende.

Quando se chega a esse estado, é porque a situação da modalidade não é salutar, o navio sulca em águas turvas, deixa de ser uma preocupação meramente do público consumidor do espectáculo futebolístico, para se converter num problema e numa preocupação do Estado, e é exactamente isso, que está a acontecer neste momento connosco ou com o nosso futebol.

Os resultados competitivos, particularmente os da Selecção Nacional nos últimos anos, não têm sido abonatórios. Diga-se mesmo, que a última prestação bem conseguida data de 2008, no Ghana, quando pela primeira vez num campeonato africano os Palancas lograram passar aos quartos-de-final. A safra voltou a repetir-se dois anos depois, em Luanda, mas ainda assim, via-se que em termos de entrega e ousadia já se estava a alguns furos abaixo.

Agora, é preciso que os delegados ao encontro amadureçam ideias e na hora do debate, apresentem propostas concretas e realistas.

Ora, se alguém pensou na realização deste conclave, é porque achou que só as suas propostas não bastavam para tanto e que convinha ouvir outras sensibilidades, para que na sequência da soma de ideias, se extraia a que sirva de directriz para a renovação da modalidade.

Urge sair do marasmo em que o futebol se acha atolado, lá isso urge. Afinal como entender que num processo normal, seja tão grande o fracasso, em jogos com adversários de menor expressão em África, quando há menos de oito anos levou o país ao delírio, com uma qualificação, a primeira, para um Campeonato do Mundo.

Depois da não qualificação ao CAN' 2000, com o ressurgimento em 2006 na arena do futebol africano, coroado com a qualificação ao mundial da Alemanha, era suposto que a época cinzenta tivesse ficado definitivamente para trás. Porém, desde o CAN co-organizado pelo Gabão e Guiné Equatorial que a Selecção começou a dar mostras de fragilidade e o cúmulo foi agora, com a não qualificação ao próximo campeonato, que mesmo integrando uma série de maior equilíbrio, com selecções do seu campeonato. A proposta do encontro nacional deve ser encorajada e aplaudida. Vamos então ao debate.

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