Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Decepo na Hula

14 de Maio, 2014
O Girabola continua animado, com vários condimentos que o tornam um campeonato cada vez mais interessante. Do topo à cauda, passando pelo meio da tabela classificativa, a prova regista situações de pura emoção. Com o Recreativo do Libolo e o Benfica de Luanda numa disputa acérrima pela liderança, no extremo oposto as coisas não vão bem para as três últimas equipas, sobretudo para a huilana, cuja direcção teve de usar da "chicotada psicológica" para tentar corrigir o mau momento da formação.

Ao contrário do que se esperava, não foi na 11ª jornada que o Desportivo da Huíla conseguiu afastar o fantasma da crise de maus resultados que o persegue desde a sétima ronda, com uma ligeira interrupção na nona, em que venceu (3-2) o vizinho de posição, União Spor do Uíge. De resto, os huilanos só têm registado derrotas, a última das quais suscitou uma reunião de emergência da direcção do clube que tomou a decisão de afastar Mário Soares do comando técnico da equipa.

Tal qual o seu confrade de Luanda, 1ºde Agosto, a formação militar da Frente Sul enfrenta imensas dificuldades para afastar a crise de maus resultados. Os huilanos vão de mal a pior, tendo consentido no domingo mais uma derrota, frente ao Interclube, desta feita por números expressivos (3-0).Com a competição a correr para as últimas jornadas da primeira volta, restando apenas quatro rondas para o seu fim, o desempenho do Desportivo da Huíla começa a preocupar cada vez mais não só os adeptos do clube mas a própria direcção, que pretende alterar o quadro antes do início da segunda volta.

O facto de estar nesta altura a ocupar a antepenúltima posição na tabela classificativa (14º), com apenas sete dos 33 pontos possíveis, espelha bem o quão mal vai esta equipa, que na temporada passada foi a sensação do campeonato e neste momento é encarada como a decepção.Depois de uma estreia aceitável na Taça da Confederação, o começo do campeonato foi com derrota e, apesar de uma vitória na segunda jornada, as subsequentes deixaram escapar que algo não ia bem este ano. Mas quando se pensava que os militares huilanos fossem dar a volta por cima da crise de maus resultados, a realidade tem mostrado precisamente o contrário: as derrotas sucedem-se.

Quando faltam apenas quatro jornadas para cumprir o primeiro troço da prova, talvez não fosse prudente arriscar a medida de demitir o treinador.Mário Soares já deu provas de ser um técnico competente e podia, com o esforço de todos, ultrapassar esta situação na segunda volta.Mas é possível que a decisão surta os efeitos desejados. A equipa tem de voltar a ganhar confiança e trabalhar muito mais para superar esta crise. Aliás, esta questão da crise de maus resultados não é um problema isolado da equipa huilana. Está a acontecer, ou aconteceu já, com o 1º de Agosto, 1º de Maio, União do Uíge, ASA, Sporting de Cabinda, Caála, Benfica do Lubango, Interclube, Sagrada Esperança, ou seja, sucedeu e sucede com a maioria.

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