Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Deciso no Progresso

15 de Abril, 2015
A direcção do Progresso do Sambizanga, na pessoa do seu presidente de direcção cumpriu com o que prometeu. Paixão Júnior garantiu que até hoje teria a situação do substituto de Mário Calado resolvido e ontem mesmo colocou preto no branco um acordo com o técnico Albano César, ex-chefe da equipa técnica do Sporting de Cabinda.Mário Calado cuja competência não foi capaz de livrá-lo de uma valente “chicotada psicológica”, antes do campeonato atingir metade do percurso da primeira volta, não resistiu aos maus resultados.

Visto como a aposta certa para alcançar o objectivo que a direcção do clube traçou, há coisa de três anos, ficar entre as cinco melhores equipas do Girabola, o antigo treinador dos Palancas Negras acabou por ter muito menos sorte que o seu antecessor.Depois da experiência inglória de Lúcio Antunes, ex-seleccionador de Cabo Verde, esperava-se que no ano em curso o Progresso tivesse um pouco de mais sorte.

Mas parece que nem sempre a sorte “acompanha” os audazes, como diz a velha máxima. Apesar de indicar alguns jogadores, começar a trabalhar cedo, dispor de boas condições de trabalho e beneficiar de um estágio no exterior, o experiente treinador não teve a sorte do seu lado. O que conseguiu em seis jornadas, foi um saldo negativo correspondente a uma vitória, um empate e três derrotas, que levou a direcção do clube ao seu afastamento tempestivo, quando nem sequer tinha sido cumprido metade do primeiro turno do campeonato. Em nossa opinião, apesar de os resultados não terem sido favoráveis a Mário Calado, este devia ainda assim merecer o benefício da dúvida, pois o objectivo não estava, de per si, comprometido.

Ademais, quando no final da época a direcção do Progresso do Sambizanga demitiu Lúcio Antunes, por sugestão de figuras de proa do clube, decidiu fazer uma aposta em técnicos nacionais. Dadas as qualidades de Mário Calado, a escolha não podia ser a mais acertada, mas os dirigentes deviam também ter consciência de que uma equipa não se constrói da noite para o dia e apesar de toda a experiência que acumula, Calado precisava de tempo para se adaptar.

Ontem, a direcção acabou por chegar a acordo com um dos vários técnicos com os quais estava em contacto. A preferência voltou a recair para um técnico nacional. Albano César foi o escolhido, dando a perceber que Paixão Júnior manteve-se fiel aos conselhos dos mais velhos do clube que haviam sugerido a aposta num treinador angolano.Albano César é um técnico que dispensa também apresentação, pois a sua trajectória no Girabola fala por si, mesmo não tendo conquistado ainda qualquer título na competição. Mas a sua competência é inquestionável, facto que lhe permitiu estar em várias equipas da primeira divisão.

Resta agora desejar boa sorte ao novo técnico e pedir que os dirigentes sambilas tenham um pouco mais de paciência e dêem o tempo necessário ao técnico para conhecer a equipa e poder implementar a sua filosofia de trabalho e correr atrás do prejuízo, procurando tirar a equipa da posição vexante, de lanterna vermelha, que se encontra neste momento.

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