Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Drbi no Camama

07 de Março, 2015
Com efeito, o 1º de Agosto e o Kabuscorp vão protagonizar o que em bom rigor pode ser tomado como o primeiro grande derbi luandense, envolto por isso mesmo de enorme expectativa, tal a popularidade das equipas intervenientes.

É evidente que vamos ter um jogo, que envolve em confronto directo duas equipas que de momento não gozam da mesma saúde competitiva, uma saudável e outra enferma. Mas se a base da nossa análise for a expressão e a popularidade de ambas, não há como não atribuir ao desafio a grandeza de que é merecedor.

O 1º de Agosto-Kabuscorp do Palanca ou vice-versa, constitui em qualquer estação do ano um jogo com a particularidade de despertar a atenção de toda a praça futebolística, seja em que condição classificativa as mesmas se encontrem. É assim nos últimos tempos, de época em época, quer se encontrem em jogos do campeonato, da Taça de Angola ou da Supertaça.

Na verdade, em todos os campeonatos os derbis ou clássicos têm realmente a particularidade de atiçar acesos debates entre adeptos e incentivar apostas entre os mais ferrenhos, vezes sem conta alheios ao conceito de que o jogo de futebol é passível de três resultados, no seu orgulho clubístico, se recusam a enquadrar a derrota nas previsões.

De resto, é dessa forma efusiva que vivemos durante a semana que hoje termina, com o jogo desta tarde, mesmo com o fosso pontual a separar as duas equipas, em termos classificativos. A turma do Palanca soma cinco pontos contra zero do 1º de Agosto, mas nem esse quesito lhe subtrai o interesse.

Em síntese, isso permite perceber desde logo que quando estas duas equipas se encontram, para os adeptos o que conta não é tanto a pontuação, mas a exibição e o ajuste de dívidas, no bom sentido.

Estão as condições criadas para que hoje o Estádio 11 de Novembro registe uma das suas maiores enchentes, não fossem Kabuscorp e 1º de Agosto equipas com considerável número de adeptos, os que sabem exercer com perfeição o papel de 12º jogador em todas as circunstâncias. Esperamos e pedimos que valorizem o espectáculo, dando privilégio ao “fair play”.

De resto, militares e Palanquinos jamais protagonizaram um jogo insípido, sempre trataram de explanar na quadra, um futebol alegre e vistoso. De momento, podemos dizer que há um pequeno desnível entre as equipas. Uma já vai a alta velocidade, outra parece não ter aquecido ainda os reactores. Mas não vai esse aspecto influenciar pela negativa a qualidade que se espera do espectáculo.

Conforta-nos a maturidade da formação militar. A diferença pontual a separar as duas equipas não vai inibir um 1º de Agosto talhado e vocacionado para a alta competição, apesar de estar a viver um prolongado jejum de títulos. O jogo promete.

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