Jornal dos Desportos

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Opinio

Drbi sem encanto

27 de Setembro, 2013
O jogo entre eternos rivais não vai colocar frente-a-frente dois candidatos ao título. Neste momento, só o 1º de Agosto pode ainda sonhar, mas o dérbi desta jornada não foge à regra, visto tratar-se de um verdadeiro teste para as duas equipas. Obviamente sob perspetivas diferentes.

Para o 1º de Agosto, trata-se de um exame à hipótese de ocupar o segundo lugar e o consequente apuramento para a próxima edição da Liga dos Campeões, enquanto para a equipa do Eixo Viário só a vitória interessa para manter a ambição de regressar às competições africanas de clubes pela via directa.

Uma vitória da equipa do Rio Seco permite consolidar a posição de vice-líder, transmite confiança e coloca o objectivo mais próximo, enquanto um empate ou uma derrota faz regressar o espectro de desperdício de nova oportunidade de se aproximar do líder e manter a diferença pontual que o separa do terceiro classificado, o Bravos do Maquis, que soma 44 pontos, menos quatro que o 1º de Agosto.

Para o Petro de Luanda está em causa a conquista de uma posição que dê acesso a uma competição continental na próxima temporada. A época ficou muito aquém das expectativas, mas ninguém imaginava que os “petrolíferos” estivessem nesta altura a lutar por um lugar nas provas africanas. Uma derrota compromete seriamente esse objectivo. O dérbi é, por assim dizer, um exame ao conjunto que pretende regressar à alta-roda africana.

Os “fantasmas” da época passada na qual as duas equipas desperdiçaram três pontos (1º de Agosto venceu na primeira volta por 2-0, o mesmo resultado verificado na segunda, mas a favor dos “petrolíferos”) ainda estão presentes no espírito dos adeptos das duas equipas, pelo que a recepção aos “militares” será um teste à capacidade da equipa orientada por José Diniz, depois da derrota sofrida na primeira volta (0-1), antecipa a derrota surpreendente na jornada anterior diante do Benfica de Luanda.

O futebol é encantador, porque continua a ser um jogo de 11 contra 11. É nesta magia que reside a beleza que move montanhas e deixa apaixonados milhões de adeptos. Tudo o que está fora do rectângulo do jogo, adulteração da verdade desportiva, corrupção na arbitragem e viciação das regras do jogo como forma de controlar o sistema, colocando-o ao seu serviço, não interessa. Quem ama o futebol e o seu clube só pode pugnar pela verdade desportiva. É tudo isso que os adeptos “petrolíferos” e “militares” desejam no domingo.

Em resumo, o encanto do dérbi do próximo domingo não é o de outros tempos, mas os eternos rivais jogam muito do seu futuro neste desafio.

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