Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desafio vista

13 de Dezembro, 2015
Divulgada a convocatória na semana passada, os Palancas Negras voltam à concentração, para preparar a participação em Janeiro, no CHAN' 2016. Esperamos que o trabalho decorra sem sobressalto e se consiga formar um conjunto com argumentos suficientes para fazer face às obrigações da prova.

É consabido, que a selecção perdeu o comboio para o Mundial da Rússia, aliás, esse facto criou alguns amargos de boca aos angolanos. Portanto, pode-se dizer que a relação equipa/público, de momento não é de cordial simpatia. Todavia, isso não implica que estejamos distantes das acções por si desenvolvidas, na busca de nível competitivo aceitável.

Na última prestação em Durban, mostrou atitude e capacidade de luta.. Vimos jogadores a disputarem a bola de cara levantada e determinados para a vitória. No jogo que quebrou o sonho mundialista, ficou a sensação de que tudo aquilo que tinha ocorrido no jogo de Benguela não passara de uma má escala da equipa.

Portanto, o que dela se exige agora é o acerto do passo, visto que vai estar numa prova competitiva exigente. O período que antecede o certame deve ser suficientemente aproveitado para melhorar os níveis de prestação, de modo a que possa fazer frente aos adversários que lhe saíram do sorteio para a primeira fase.

Por tratar-se de uma final para a qual se apuram só as melhores da fase qualificativa, não há facilidades. É preciso ter em atenção que os Camarões e a RDC são parceiros de grupo na primeira fase e todos eles reconhecidamente fortes. Mas este aspecto não deve preocupar. O segredo é não nos preocuparmos com os adversários, mas com aquilo que devemos fazer para atingir a perfeição.

É importante que os adversários encarem os jogos com Angola em estado de desequilíbrio psicológico, e isto só acontece quando estes reconhecerem valor superior. É à conquista desse factor, que é preciso partir com todas as forças, com toda a determinação. Exibições frouxas podem tranquilizar os adversários e estes encararem os jogos com toda a normalidade como se encara um adversário acessível.

Não é que Angola seja obrigada a chegar à final ou à conquista do título. Isto até pode acontecer, sendo que já disputou uma final deste torneio. Mas o que se lhe exige é uma prestação que não volte a macular a imagem do país, como foi da última presença no CAN(África do Sul'2013) em que Cabo Verde carimbou-nos o visto de volta para casa na primeira fase.

A nossa selecção não tem estado bem. Mas é preciso reconhecer e acreditar que a má fase pode ser superada com determinação e capacidade de luta. A prestação no CHAN pode deixar algumas indicações sobre as possibilidades de qualificação ou não para CAN'2017.

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