Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desafio de Angola

05 de Outubro, 2019
Benguela é, desde ontem, a capital africana do futebol para amputados, com a disputa da V edição do Campeonato Africano. Presentes na prova estão seis selecções que vão, nos próximos dias, medir forças entre si para a conquista do estatuto de campeão continental. Todas atenções desportivas estão assim voltadas, para aquela cidade do litoral angolano.
O certame está rodeado de redobrada expectativa, e espera-se que os níveis, quer do ponto vista competitivo, quer do ponto de vista organizativo, venham a corresponder às expectativas do comité organizador, que já vem trabalhando há algum tempo, no sentido de evitar qualquer espécie de contratempo, que é comum em competições desta índole.
O facto de a cerimónia oficial da prova ter apenas lugar hoje, depois de se terem já realizado, ontem, dois desafios, não pode ser entendido como falha da organização, sabendo-se que resultou da chegada tardia ao local da prova de uma das selecções participantes. Além de mais, não constituiu tamanha gravidade, que possa ser entendido como belisco à organização.
Competitivamente falando, é quase um dado adquirido que a disputa pelo título poderá conhecer muitos contornos, face a ambição das equipas presentes, que terão trabalhado afincadamente para esta prova. Todas elas vão esperar que todo esforço, todo investimento, tenham como retorno à conquista daquilo, que estabeleceram como meta a atingir.
Angola, na condição de anfitriã, tem a obrigação de conjugar todo esforço, no sentido de superar a concorrência. Para maior responsabilidade, para lá desta condição, é também campeão mundial. Conjugados todos estes factores, não tem outra alternativa senão o dever de mostrar as suas qualidades e justificar o estatuto, que assume a nível do futebol para amputados.
Entretanto, no seu caminho poderá se opor a selecção da Libéria, que é a actual campeã africana e que vem, certamente, a Angola com o objectivo voltado à revalidação do título, o que é de todo legítimo. Esta será, a nosso ver, uma particularidade capaz de emprestar ao torneio outro ânimo e motivo de redobrado interesse.
De resto, se é justa a ambição de revalidar o título da parte da Libéria, também justo é o desejo de Angola tentar o título que viu escapar na edição passada, em que foi o finalista vencido. Em resumo, são muitos os motivos que farão o combinado nacional lutar com todas as armas, para alcançar o lugar dourado do certame.

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