Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desafio dos Palancas

01 de Agosto, 2019
A Federação Angolana de Futebol precisa, com a maior brevidade possível, dirimir as querelas com o Seleccionador Nacional, Srdjan Vasiljevic. Há necessidade das partes saírem do impasse em que mergulharam, na sequência dos acontecimentos que marcaram a participação na última edição do Campeonato Africano das Nações, que se disputou no Egipto.
As comadres zangaram-se e voltaram para a casa, quase de costas viradas, situação que não facilita o diálogo que é afinal o único elemento capaz de aproximar os homens. No dizer do vice-presidente da FAF, para as Selecções Nacionais, o técnico sérvio recusou-se ao diálogo, quando a questão visava traçar as linhas essenciais para levar a selecção à disputa do primeiro jogo qualificativo ao CHAN\'2020.
Mais palavras, menos palavras, Adão Costa deixou explicito nas entrelinhas, que o técnico vai continuar à frente da equipa por que tem contrato que deve ser cumprido. Porém, esta afirmação também não nos deixa tranquilos, já que deixa no ar sinais de alguma estratégia da parte do órgão reitor do futebol nacional, que consiste em deixar o técnico chegar ao fim do contrato como forma de evitar pagamento de rescisão contratual, quando já não é querido.
Entretanto, fora isso, estamos perante um momento sério para a Selecção Nacional. Queremos dizer que não se deve encarar com menor sentido de responsabilidade a campanha, que por ora, passa a envolver a equipa nacional. No seu horizonte competitivo desenha-se um duplo compromisso, que visa a disputa das eliminatórias qualificativas ao CHAN\'2020 e ao Mundial\'2022.
Perante este quadro, urge que se definam as coisas. A alguém, nas vestes de Seleccionador Nacional, deve ser incumbida a missão de apurar a equipa para estes dois compromissos competitivos. E, a lógica manda que este passo deve ser encetado no começo, quanto mais não seja, uma forma de evitar eventuais subterfúgios, no caso das coisas darem para o torto, de quem apanhou o barco a meio do percurso.
Embora, por cá, no desporto particularmente, não se tenha a cultura de tomar as coisas à sério, pensamos que o momento não é de fazer ouvidos de marcador, àquilo que soa aos ouvidos de todos. Dezembro é altura que termina o contrato de Vasiljevic, ainda se vislumbra distante. E, sabe-se quais os compromissos que a equipa vai ter de permeio. Em face disso, julgamos nós, é importante que se procure consenso para bem das partes, e em última instância, da Selecção Nacional.

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