Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desafio renhido

23 de Maio, 2016
As formações do 1º de Agosto e do Petro de Luanda em basquetebol tudo fazem para corresponder à expectativa que envolve o cruzamento entre si no play-off da meia-final do campeonato nacional de basquetebol.

Pela grandeza e histórico das duas equipas o confronto entre si ganhou o epiteto de "final antecipada".
Na verdade, não há nada de errado nesta concepção, pois o que estamos a assistir mais não é senão uma verdadeira final em época deslocada. Tal é pois a entrega, a combatividade das duas formações.

A correlação de forças está presente neste cruzamento, que cumpre escrupulosamente com aquilo que se esperava. A refrega começou com a vitória do 1º de Agosto.

Na reacção o Petro somou duas vitórias consecutivas, que levaram ao empate e ao desempate. Quando tudo apontava para uma terceira vitória petrolífera e a consequente qualificação à final no quarto jogo, os militares trataram de agir a militares, advertindo o adversário que as coisas não seriam assim como queria.

Ricard Casas e pupilos apareceram com uma determinação fora do comum, anulando quase todas acções da formação petrolífera, sobretudo no terceiro quarto em que mandaram no jogo a seu bel prazer. À despeito disto lograram uma vitória fabulosa, com chapa 100, forçando assim a "negra". Amanhã é que serão elas. Tanto militares como petrolíferos podem festejar no fim.

Está de facto um cruzamento agradável, as equipas têm sabido confirmar e valorizar o seu estatuto. E é isto que agrada ao público espectador, sobretudo à massa associativa de ambas. Por este andar a leitura que fazemos é de que quem quiser sagrar-se campeão nacional terá de mostrar garra e determinação na quadra. Não o fará com mera cantiga.

Ao que nos deram a ver até ao quarto jogo as equipas, mesmo aquela que venha ficar eliminada no final do quinto jogo, merecerá de todos quantos acompanham este play off largos aplausos, porque não ficará afastada da final por inexperiência mas pela lógica das coisas, que termina um vitorioso e derrotado.

O que 1º de Agosto e Petro trataram de fazer até aqui, exige que a final venha a conhecer o mesmo equilíbrio. E aqui a responsabilidade passa a ser do Recreativo do Libolo, finalista já conhecido. Seja 1º de Agosto ou Petro que venha se apurar será importante que a final tenha o mesmo despique. E se não, que seja o Libolo a dominar.

Em caso do quadro ser contrário, ganhará corpo o conceito de que são 1º de Agosto e Petro os senhores donos do basquetebol nacional. Por isso, a turma do Cuanza Sul tem responsabilidade acrescida. Não se pode deixar vergar com facilidade. Até pode perder a final, mas não pode ser com um resultado de 3-0 ou 3-1. Só sairá dignificado vencendo ou na pior da hipóteses perdendo por 3-2.

Enfim, está-se na expectativa do quinto desafio, entre dois gigantes que têm sabido agradar aquele público amante da bola ao cesto e que acompanha atenta e milimetricamente o desenrolar das meias-finais do BIC-Basket.

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