Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desafios vista

26 de Dezembro, 2016
Vivida a euforia do Dia da Família que se celebrou ontem, em todo o mundo, olhando para frente podemos concluir que só faltam cinco dias para o presente ano passar para os anais da História. Pressupõe-se desportivamente falando, que se anuncia uma fase de mais movimentação competitiva, com o arranque dos principais campeonatos nacionais.

BIC Basket suspenso para dar lugar à realização do Campeonato Africano das Nações, em andebol feminino, pode reatar. Ao mesmo tempo, as equipas que militam no campeonato nacional de futebol da primeira divisão começam a traçar os seus programas de preparação, com vista à próxima edição.

Aproximamo-nos, por isso mesmo, de uma fase de grande agitação desportiva. Até aqui, no futebol, particularmente, o que agita o mercado é o processo de transferência de jogadores de uns para outros clubes, a dispensa de outros ou de treinadores, que nem sempre há oportunidade para novos empregos.

Nos próximos dias, os noticiários vão ser dominados por programas de preparação, num momento de extremo aperto financeiro em que nem todos conseguem satisfazer na plenitude os seus caprichos. Estamos por saber se ainda vai haver estágios pré-época nas Europas, e nas Américas como já foi moda, durante muitos anos.

É evidente, que mesmo na fase das vacas gordas, equipas havia que preferiam preparar a época cá no país, escolhiam uma ou outra província de clima ameno, apenas para mudar de ares, sendo que os estágios devem ser sempre melhor feitos longe do habitat dos atletas, para uma melhor concentração que às vezes não se tem, no calor familiar.

Mas há outras equipas para quem trabalhar no país pode significar uma rendição à fraqueza. Estas estão bem identificadas. E, de certeza, que o próximo ano não vão fugir à regra, o que é completamente pacífico, já que expressam apenas a capacidade de gestão das respectivas direcções, que mesmo em tempo de crise conseguem fazer a diferença.

Na verdade, o defeso no futebol já começa a incomodar. Os amantes da modalidade querem que o tempo corra, e os artistas da bola voltem às quadras. Certo que a generalidade de angolanos contesta a qualidade do nosso campeonato, mas ainda assim, ele não perdeu interesse. Por entre todas as suas mazelas ainda consegue recrear o público.

Vamos esperar que o tempo corra e tenhamos campeonato, um campeonato que se calhar, venha conhecer outro timbre de qualidade, já que vai ser disputado sob nova liderança na Federação. À propósito, Artur de Almeida, vencedor das eleições do dia 17 é investido amanhã nas funções, e o que se espera dele são mudanças na modalidade, a começar na qualidade do principal campeonato. São, enfim, desafios à vista...

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