Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desafios para 2020

12 de Dezembro, 2019
Hoje estamos a 19 dias do fim do presente ano gregoriano. É hora de se ir olhando para aquilo que foram as conquistas desportivas do ano que se apresta ao fim. Pois, apesar das dificuldades impostas pela própria conjuntura, ainda assim, houve resultados positivos em certas disciplinas, tímidos, mas que devem ser assinalados.
O ano de 2020 reserva-nos outros desafios, que devem ser vencidos com menor ou maior dificuldade. Aliás, se o exercício de 2017 obrigou a deixar alguns projectos para trás, é lógico que estes devem constar do pacote dos que serão resolvidos obrigatoriamente, mesmo que as limitações financeiras se posicionem sempre ao meio.
É certo que a nível de clubes, associações e federações o exercício administrativo não tem sido fácil, porque as limitações financeiras avultam. Ainda assim, tem sido notório o esforço imprimido pelos seus gestores, na busca de soluções pontuais para as principais necessidades, mesmo que tenham, às vezes, que partir para a definição de prioridades.
E, é precisamente aqui onde as outras acções, tidas como de menor importância, saem prejudicadas. Pois, definição de prioridade pressupõe dar primazia àquilo que se assume mais importante e deixar para posição secundária as outras coisas, mas que muitas vezes também têm a sua utilidade, como é o exemplo as acções de formação.
Competitivamente falando, Angola tem para o próximo ano a ingente missão de assegurar a qualificação ao Campeonato Africano das Nações de futebol, prova em que já entrou de forma trôpega, e dar indicações que permitam sonhar com o Mundial do Qatar em 2022. Quer para uma, quer para a outra prova os objectivos estão traçados e por eles tem de se lutar.
De igual modo, se espera que a selecção nacional de basquetebol consiga, no Afrobasket, dar mostras de que Angola não morreu para a modalidade, embora em função da turbulência que vive a modalidade nos últimos tempos, é quase um absurdo pedir-lhe mais daquilo que as possibilidades de organização, preparação e psicológicas possam permitir.
A nível de competições internas se espera, logicamente, por uma nova lufada de ar, ou por uma maior vitalidade. Notou-se este ano uma certa quebra de competitividade no Girabola e no basquetebol que já não terá, seguramente, a logo marca da Unitel, as coisas andam como está. Nem água vai, nem água vem, apesar de a Comissão de Gestão da FAB estar já tentar tratar das coisas.

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