Jornal dos Desportos

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Opinio

Descanso no Mundial

27 de Junho, 2014
Observa-se hoje o primeiro dia de pausa no campeonato do mundo de futebol que decorre no Brasil. Os "artistas da bola", que souberam nos últimos dias encher-nos de emoções com as suas jogadas geniais e golos magistrais, aproveitam para se refazer da estafa.

Aliás, terminada a primeira fase do torneio, há que ganhar fôlego para a fase que se segue, a mais difícil, aquela que já não terá gráfico classificativo por mandar para casa todo aquele que fraqueje ou consinta a derrota.

Amanhã, começam os oitavos-de-final, uma fase crucial em que as equipas, algumas, vão para o jogo com as malas já afiveladas no hotel, para na eventualidade de o infortúnio bater à porta tocar o caminho de regresso a casa. Há quem lhe chame a fase do mata-mata.

Mas para trás ficaram capítulos interessantes que vale a pena lembrar. Assistiu-se a excelentes jogos de futebol, cheios de bons recortes técnicos e na sua maioria marcados pela tónica de equilíbrio, tal foi a ousadia evidenciada pelas equipas em competição.

Os estádios inundaram-se até aqui de gente. Os jogadores em campo procuraram compensar as enchentes. Enfim, muitos são os aspectos positivos a realçar ao longo dos jogos que marcaram a primeira fase, embora situações ruins também tenha marcado presença, assim como as arbitragens.
Na verdade, nem todas as selecções que lograram esta fase o fizeram com mérito e justiça, da mesma forma que nem todas as selecções que se quedaram na primeira fase foram imaturas. Os árbitros influenciaram, e de que maneira, alguns resultados nos jogos até aqui disputados. Foi mau que numa fase do campeonato do mundo para a qual só são seleccionadas as melhores equipas e os melhores árbitros, tenha havido tão péssimas arbitragens.

Vamos esperar que para a etapa que começa amanhã, a mais dolorosa, a actuação dos árbitros melhore. Porque nela não há duas oportunidades. Na primeira fase equipas prejudicadas na primeira ou segunda jornadas, ainda conseguiram reerguer-se e continuar em prova. Nesta fase não há esta oportunidade.

Enfim, pensamos que a pausa que hoje se observa sirva de reflexão para a FIFA, quanto mais não seja um momento de definição dos árbitros que vão continuar em prova e aqueles que terminam por aqui a sua missão. Seria bom que a escolhe fosse rigorosa.

De resto, isto não tem ciência. Basta fazer a avaliação cuidada e responsável de cada árbitro durante a primeira fase para se decidir sobre aqueles que vão ter a responsabilidade de orientar a fase que se segue. Queremos um campeão do mundo que justifique tal estatuto e que não leve o êxito às costas pelo capricho dos árbitros.

Tirando isto, o campeonato está a ser uma verdadeira festa do futebol. Os analistas já arriscam considerá-lo como o melhor das últimas seis edições. Se assim é, então que seja disputado no quadro de um espírito de apurado desportivismo, em que situações anómalas não belisquem o lado bom da prova.

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