Jornal dos Desportos

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Opinio

Desequilbrio no Girabola

21 de Abril, 2018
Entramos na presente edição do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, com à expectativa enorme de assistir a uma renhida disputa na linha de frente, à despeito do número de equipas, que à partida, tomou sempre o título como seu principal objectivo.
Fazendo uma avaliação do curso da prova, mesmo que superficial, constatamos um certo desequilíbrio competitivo, inclusive, na ordem classificativa das equipas.
Afinal, quase a aproximarmo-nos do desfecho da primeira volta da prova, o posicionamento das equipas é atípico.
O Interclube \"achaparrou\"-se desde o início da liderança, parece não estar minimamente disposto a ceder terreno. Continua intocável, deixa concorrentes como Recreativo do Libolo, Kabuscorp do Palanca e Petro de Luanda, à meia distância.
O caso do 1º de Agosto deve ser visto, numa outra perspectiva.
Na verdade, nota-se um certo esforço por parte destas equipas, no sentido de encurtarem a distância e de se encostarem aos lugares melhor identificados com o que devem ser as suas performances, que é o nível do seu futebol. Vai-se lá ver, se conseguem lograr os seus objectivos.
Seja como for, trata-se de um quadro, que em parte encontra alguma explicação. Por exemplo, o 1º de Agosto está na posição que se encontra, devido ao volumoso número de jogos em atraso, como consequência do duplo compromisso, a par do Girabola e da Liga dos Campeões.
O mesmo pode dizer-se do Petro, embora, este esteja fora das Afrotaças.Quanto ao Libolo, está a ser penalizado devido às mudança na estrutura directiva.
A \"emigração\" do seu antigo presidente para uma nova colectividade acabada de surgir na vila de Calulo, o Sport Libolo e Benfica, não produziu benefícios.
Analisada as coisas numa perspectiva mais realística, foi prejudicial.
Pelos vistos, com Académica do Lobito e Desportivo da Huila a darem cartas, podemos prever um Girabola com surpresas, lá mais para frente.À partida, a turma da Polícia tem tudo para dar certo, pode ver-se arredada do topo caso se revele demasiado permissiva e senão mesmo ingénua!

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