Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Desfecho anunciado

17 de Setembro, 2017
Embora não fosse uma certeza, era quase previsível que a Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina, dificilmente chegasse à final e vencesse o Campeonato Africano da modalidade, vulgo Afrobasket, que ontem terminou com a consagração daTunísia. O seu desempenho, na primeira fase da competição, era sintomático de descrença no \"cinco\" nacional, apesar de que a esperança é sempre a última a morrer.
Talvez, não se esperasse que Angola fosse afastada da forma como foi, ou seja, logo nos quartos -de -final, não obstante diante de um adversário da estaleca do Senegal. Perder para o Senegal não era coisa de outro mundo, até porque era uma das equipas que estavam na luta pelo título do africano. O problema foi perder, sem esforço, sem dedicação, e sem paixão pelo jogo, numa modalidade que bem conhecemos e sempre dominamos.
O país inteiro e outros adeptos da modalidade, esperavam mais, da nossa selecção; esperavam por mais e melhor basquetebol, de uma selecção que detém nada mais, nada menos, que 11 títulos continentais. Não foi, o que o nosso país mostrou desde o início do campeonato, até ao afastamento precoce.
Quando se estreou diante do Uganda, apesar da vitória, alguma coisa dizia que dificilmente Angola chegaria lá. A imprensa local e internacional, os \"opinion makers\" e o público fizeram comentários desfavoráveis à actuação dos angolanos, que naquele jogo até mereciam perder, por tudo o que não fizeram e por aquilo que os ugandeses demonstraram.
Nos jogos seguintes, as exibições nunca foram convincentes (diante de Marrocos e RCA) e a qualificação à fase seguinte, quartos -de -final, devia servir de elemento motivador para uma campanha mais consequente. Ao invés disso, a Selecção Nacional não melhorou a postura e pagou uma factura alta.
A derrota diante do Senegal e o consequente afastamento, foi como que a crónica de uma \"morte anunciada\". Talvez, o que a maioria das pessoas não esperava, era ver a selecção mais titulada ficar pelo caminho de modo prematuro, e mostrar-se impotente a defender o prestígio construído ao longo de anos de trabalho intenso.
Desta forma, Angola só pode queixar-se de si, sobretudo, pelo amadorismo demonstrado pela direcção da Federação, que por teimosia e capricho dos seus dirigentes, só teve ouvidos para si mesma, ignorou conselhos que podiam livrar a selecção da prestação infeliz.
Como consolo, resta à Selecção Nacional trabalhar e de forma diferente, esperar que a direcção da Federação faça a análise de tudo quanto influenciou para o desfecho, que deixou uma vez mais Angola fora da disputa do título, a exemplo de 2011 e 2015.

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