Jornal dos Desportos

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Opinio

Desiluso em Metz

19 de Janeiro, 2017
A participação de Angola no Campeonato do Mundo de andebol sénior masculino que decorre em Metz (França), encerra hoje, o saldo da participação pode avaliar-se negativo pelos resultados obtidos, que só registou derrotas e por margens dilatadas.

Longe de procurar culpados por esta triste participação, o mais importante é reflectir e encontrar maneiras de evitar que nas próximas participações da Selecção Nacional em eventos do género, sejam mais preparadas para que os resultados mesmo com derrotas, sejam mais equilibrados.

As coisas não correram nada bem ao "sete" nacional, e segundo algumas vozes, alguns factores podem ter contribuído para o desaire. Tal como aconteceu com a homóloga feminina, aquando dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado, questões financeiras acabaram por prejudicar o desempenho do grupo. Em França, os jogadores masculinos também passaram pelo mesmo constrangimento, por não terem sido liquidadas dívidas antigas.
Isso, segundo informações, de algum modo pode ter pesado na fraca prestação do combinado nacional, que mesmo diante de adversários com os quais podia equilibrar a disputa dos jogos, viu-se vulgarizada com goleadas atrás de goleadas, a evidenciar nível competitivo abaixo de uma equipa que está a participar numa prova, como é o Campeonato do Mundo.

A selecção angolana ocupa a última posição do grupo B, tem a pior defesa da competição (115 golos sofridos) e o saldo pior de entre todos os participantes ( 46 golos como resultado de uma média de 38, 3 golos consentidos e 24 marcados por partida), corre sérios riscos de chegar ao fim da prova sem qualquer resultado positivo.

Com a competição a decorrer para o fim da primeira fase, os comandados de Alexandre Machado "Careca" vão procurar no jogo de hoje com a Tunísia, outra das representantes do continente africano, fechar a participação com pelo menos uma vitória, de modos a salvar a "honra do convento", como soe dizer-se.

Apesar de ser uma equipa que bem conhece, e serem do mesmo continente, a empreitada afigura-se difícil para os angolanos, que matematicamente não têm qualquer hipótese de chegar aos oitavos de final.

O desempenho do grupo em que despontam, de entre outros, Sérgio Lopes, Giovany Muachissengue, Rome Hebo, Gabriel Teca estão a deixar em desespero os adeptos da modalidade, que esperavam um pouco mais deles e não de uma actuação muito aquém da expectativa nesta prova, que decorre na cidade francesa de Metz. Agora, resta fechar a competição com alguma dignidade.

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